Raul Marcelo pede prisão de cunhado de Rodrigo Manga após alegar que tornozeleira ficou desligada

Publicado por departamento de Jornalismo Cruzeiro FM 92,3 em 19/05/2026

O vereador Raul Marcelo protocolou uma representação no Ministério Público Federal pedindo a prisão preventiva de Josivaldo Batista de Souza, cunhado do prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga, e um dos réus investigados na Operação Copia e Cola.

O pedido foi apresentado após um suposto descumprimento das medidas cautelares impostas pelo Superior Tribunal de Justiça, entre elas o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica.

Segundo a representação, a Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo identificou que o equipamento de monitoramento permaneceu desligado por quase três horas no último dia 17 de maio, entre 8h44 e 11h26.

O documento aponta ainda que a última localização registrada antes da interrupção foi na Avenida Washington Luís, na região de Santo Amaro, em São Paulo.

Na petição, Raul Marcelo afirma que o tempo de interrupção afasta a hipótese de falha momentânea no equipamento e sustenta que o monitoramento eletrônico era uma das condições impostas para manutenção da liberdade provisória do investigado.

O vereador também cita que Josivaldo Batista de Souza é apontado pela Operação Copia e Cola como responsável pela suposta “contabilidade paralela” do esquema investigado.

Segundo o documento, durante a operação foram apreendidos aproximadamente R$ 860 mil em dinheiro em posse do investigado.

Na representação, o parlamentar argumenta que o desligamento da tornozeleira pode ter permitido deslocamentos sem monitoramento, contato com outros investigados ou movimentação de valores em espécie sem rastreamento pelas autoridades.

Com base no artigo 282 do Código de Processo Penal, Raul Marcelo pede que o Ministério Público Federal represente à Justiça pela substituição da medida cautelar pela prisão preventiva.

Os documentos anexados à representação mostram que o Núcleo de Monitoramento de Pessoas da Secretaria de Administração Penitenciária registrou a ocorrência como “fim de bateria — dispositivo desligado”.

O relatório também informa que, posteriormente, o monitorado entrou em contato alegando que participava de um culto religioso e não percebeu que o equipamento havia sido desligado.


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