Sorocaba confirma o primeiro caso de febre amarela em 2026

Publicado por departamento de Jornalismo Cruzeiro FM 92,3 em 08/05/2026

A prefeitura de Sorocaba confirmou o primeiro caso de febre amarela em 2026 nesta sexta-feira (08). O município informou que o paciente é um homem de 43 anos, morador do Cajuru do Sul, que passou por cidades, como: Itu, Araçariguama e Cabreúva.

Segundo a prefeitura, o Local Provável de Infecção (LPI) é de Araçariguama. O último caso de febre amarela, em humanos, aqui em Sorocaba foi em janeiro de 2019, sendo um registro importado do município de Cajati.

O município também informou que a Zoonoses realizou o controle de criadouros, orientação de vacinação e nebulização na área do imóvel de residência e na área de outro local de deslocamento frequente do paciente no município de Sorocaba.

A Secretaria da Saúde (SES) informou que pessoas que receberam a dose fracionada da vacina contra febre amarela em 2018, deverão comparecer à Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência para receber a dose de reforço (plena ou inteira) neste ano.

A vacina contra febre amarela está disponível em todas as nas 33 Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Vale reforçar que a dose fracionada tem o prazo de vencimento de oito anos.

A vacina contra a febre amarela faz parte do calendário nacional de imunização e está disponível para crianças a partir dos 9 meses de idade, quando recebem a primeira dose.

Um reforço é aplicado aos 4 anos e, para pessoas a partir dos 5 anos até os 59 anos que ainda não foram imunizadas, é indicada dose única ao longo da vida.

Gestantes e pacientes imunocomprometidos não devem receber a vacina. Já pessoas com 60 anos ou mais só podem ser vacinadas mediante avaliação médica e apresentação de autorização formal, especialmente em casos de viagem ou necessidade específica de imunização.

A imunização contra febre amarela para menores de 1 ano em Sorocaba está com 87.95% de cobertura vacinal. A orientação para viajantes e residentes de áreas rurais ocorrem o ano todo.

O que é a febre amarela?

A febre amarela é uma doença infecciosa aguda causada por um vírus transmitido pela picada de mosquitos infectados. A doença pode variar de casos leves até quadros graves, com risco elevado de morte.

Existem dois ciclos de transmissão:

🌆 Ciclo urbano — ocorre por meio do mosquito Aedes aegypti.
🌳 Ciclo silvestre — transmitido por mosquitos de áreas de mata, principalmente dos gêneros Haemagogus e Sabethes.

Não há transmissão de pessoa para pessoa.

Os primeiros sintomas incluem febre, dores no corpo, cansaço e mal-estar. A maioria das pessoas se recupera após essa fase inicial, mas cerca de 15% dos pacientes podem evoluir para formas graves.

⚠️ Sinais de alerta:

  • Febre alta
  • Hemorragias
  • Pele e olhos amarelados (icterícia)
  • Choque e insuficiência de órgãos

A febre amarela é uma doença de notificação obrigatória imediata. A morte de macacos ou casos suspeitos devem ser comunicados rapidamente às autoridades de saúde, já que os primatas ajudam a indicar a circulação do vírus.

🏥 O tratamento é apenas sintomático e, nos casos graves, pode exigir internação em UTI. Medicamentos como aspirina (AAS) devem ser evitados devido ao risco de hemorragias.

💉 Vacinação é a principal proteção.
A vacina contra febre amarela é gratuita pelo SUS e, desde 2017, uma única dose garante proteção por toda a vida.

Vacinação

👵👴 Idosos com 60 anos ou mais: a vacinação só ocorre após avaliação médica individual. É necessária uma autorização médica por escrito, principalmente em casos de viagem ou indicação especial de proteção.

👶 Crianças a partir de 9 meses: recebem a primeira dose da vacina contra a febre amarela, conforme o calendário nacional de imunização.

🧒 Reforço aos 4 anos: é aplicada uma segunda dose para garantir proteção prolongada durante a infância.

🧑 Pessoas de 5 a 59 anos: quem ainda não foi vacinado deve receber dose única, que garante proteção por toda a vida.

🤰 Gestantes: não devem receber a vacina, salvo situações específicas avaliadas por profissionais de saúde.

🩺 Pacientes imunocomprometidos: pessoas com baixa imunidade também não devem ser vacinadas, devido ao risco de complicações.


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