SP conclui conjunto habitacional com a entrega de casas a 174 famílias em Araçoiaba da Serra

Publicado por departamento de Jornalismo Cruzeiro FM 92,3 em 04/05/2026

O Governo de São Paulo concluiu nesta segunda-feira (5) o Conjunto Habitacional Prefeito Jair Ferreira Duarte Junior com a entrega de mais 174 casas em Araçoiaba da Serra, na região de Sorocaba. O empreendimento conta, ao todo, com 251 casas e foi edificado pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), que investiu R$ 52,4 milhões na obra. A primeira fase, com 77 unidades, foi entregue em dezembro de 2025. Durante a cerimônia de entrega de chaves, também houve o anúncio do início das obras da barragem em Bofete, município na mesma região.

“Vamos passar o dia aqui na região e começamos aqui com a entrega de mais 174 unidades habitacionais para esse residencial. Estamos chegando a 84 mil moradias entregues nesse mandato e temos mais 113 mil moradias em obras. Já fizemos 150 mil regularizações fundiárias e a reforma de 13 mil reformas de unidades habitacionais que tinham problemas. É o maior programa habitacional da nossa história”, afirmou o governador Tarcísio de Freitas.

O residencial é resultado de parceria com a Prefeitura de Araçoiaba da Serra, responsável pela doação do terreno. A CDHU conduziu a contratação das construtoras e executou toda a infraestrutura, incluindo redes de abastecimento de água e esgoto, drenagem, pavimentação asfáltica, urbanização, iluminação pública e rede elétrica. O sorteio das unidades, para seleção das famílias contempladas, foi realizado em outubro do ano passado.

As casas têm 49 m² de área construída, com dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro e lavanderia. As unidades contam com piso cerâmico em todos os cômodos, azulejos na cozinha, no banheiro e na lavanderia, laje de concreto, cobertura em estrutura metálica e sistema de energia solar fotovoltaica, contribuindo para a redução dos custos com energia elétrica.

O financiamento segue as diretrizes da nova Política Habitacional do Estado de São Paulo, com juro zero para famílias com renda mensal de até cinco salários mínimos. As prestações são calculadas conforme a renda familiar, com duas possibilidades: comprometimento de 20% dos rendimentos, com parcelas corrigidas apenas pela inflação (IPCA), ou comprometimento de 30% da renda familiar, com parcelas fixas, sem reajuste ao longo de todo o prazo do financiamento.

Barragem em Bofete

Com investimento de R$ 9,4 milhões, a nova barragem em Bofete anunciada nesta segunda-feira (4) visa garantir o abastecimento de cerca de 11 mil moradores e pôr fim a um histórico de interrupções causadas por eventos climáticos extremos.

“A barragem em Bofete é uma intervenção estratégica para garantir segurança e resiliência hídrica ao município. Estamos falando de água, para garantir o abastecimento da população pelos próximos anos. É uma obra aguardada desde 2009, que enfrentou entraves e que agora, de fato, sai do papel. Será uma barragem mais robusta, dimensionada para atender com eficiência a demanda do município e trazer mais tranquilidade à população”, afirmou o governador Tarcísio de Freitas.

A nova estrutura de captação da SP Águas, órgão vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), ocupará uma área de drenagem de 7,1 km² e substituirá a solução provisória instalada após as enchentes de 2009. Naquele ano, o município foi atingido por um evento extremo: em apenas 80 minutos, o volume de chuva foi equivalente ao esperado para 15 dias. O temporal rompeu a barragem existente, provocou deslizamentos, inundações em áreas urbanas e rurais e danificou a infraestrutura, levando à decretação de situação de emergência e à interrupção do abastecimento público.

Para restabelecer o fornecimento, a concessionária instalou uma solução emergencial a cerca de 650 metros do ponto original. Porém, em março de 2011, um novo evento de chuvas intensas danificou essa estrutura provisória, causando nova interrupção do abastecimento e perdas operacionais. Diante da repetição das falhas, a obra definitiva foi classificada como prioritária no plano estadual de segurança hídrica.

Prevista para ser concluída no primeiro semestre de 2027, a barragem terá volume útil de 136,3 mil m³ e ocupará uma área na bacia do Rio do Peixe, afluente do Rio Tietê. O empreendimento é visto como uma resposta estruturante para proteger Bofete dos impactos de chuvas intensas, que historicamente comprometeram o abastecimento da população.

“A barragem, esperada desde 2009, é uma conquista importante para Bofete e toda a região. Esta é uma obra essencial para a segurança hídrica e a resiliência local, construída a partir de muita batalha da prefeitura. Ficamos muito felizes em ver esse projeto começar e temos o compromisso de entregá-lo concluído. Hoje, São Paulo já conta com mais de 1.100 frentes de obras de resiliência hídrica, e esta é especialmente significativa”, afirmou a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende.

Segurança

A nova barragem será construída com terra compactada, que é aplicada em camadas finas e depois comprimida com máquinas pesadas até ficar tão firme quanto uma rocha. Esse processo elimina os espaços vazios do solo, impedindo que a estrutura desmorone ou ceda com o peso da água. Ela terá 145 metros de extensão. Já o topo da estrutura, chamado de crista, terá 7 metros de largura. Para evitar vazamentos, o centro da barragem será preenchido com argila, funcionando como uma camada impermeável.

A obra contará com dois sistemas de segurança. O primeiro é um descarregador de fundo, espécie de ralo que permite baixar o nível da água ou esvaziar o reservatório de forma controlada. O segundo é um vertedouro em formato de labirinto: um canal com paredes em zigue-zague que, em caso de chuvas extremas, escoa o excesso de água com segurança, evitando que a barragem transborde ou se danifique. 

“A nova barragem foi dimensionada para ampliar a disponibilidade hídrica do município, contribuindo para a regularidade do abastecimento mesmo em períodos de estiagem. Ela assegura a manutenção de vazão mínima no curso d’água a jusante, conciliando o uso para abastecimento com a preservação ambiental”, explica Nelson Lima, diretor da SP Águas.

Resiliência hídrica

A implantação da nova barragem integra os esforços do Governo de São Paulo para fortalecer a resiliência hídrica dos municípios, especialmente diante do aumento da frequência e intensidade de eventos climáticos extremos. As ações são coordenadas pelo governo e somam mais de R$ 25 bilhões, reunindo obras estruturais, soluções baseadas na natureza e modernização do monitoramento hidrometeorológico.


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