Economia e Negócios: Companhias abertas concentram riqueza e tributos no país

Publicado por departamento de Jornalismo Cruzeiro FM 92,3 em 04/12/2025

Um estudo inédito realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) a pedido da Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca) revela a força das grandes corporações de capital aberto na economia brasileira.

Apesar de representarem apenas 270 empresas em um universo superior a 21 milhões de CNPJs, essas companhias têm peso desproporcional na geração de riqueza, arrecadação tributária e movimentação socioeconômica do país.

De acordo com o levantamento, as empresas abertas concentram R$ 639,6 bilhões em tributos, além de R$ 344,3 bilhões em salários e benefícios pagos aos seus funcionários.

Somados ao volume de produção e serviços, esses números fazem com que o grupo represente 17% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, evidenciando sua relevância estrutural para o país.

O economista Geraldo Almeida, no quadro Economia e Negócios, destacou que o estudo confirma a centralidade dessas organizações para o desenvolvimento econômico brasileiro.

Segundo ele, o desempenho das companhias abertas não se limita ao mercado financeiro, mas alcança toda a cadeia produtiva e trabalhista.

O economista também ressaltou que a alta concentração de riqueza e de recolhimento de impostos demonstra a necessidade de fortalecer o ambiente de negócios, melhorar a competitividade e incentivar a abertura de capital de novas empresas.

Para ele, ampliar o número de corporações com acesso ao mercado de capitais é um caminho para diversificar a economia e distribuir melhor a capacidade de geração de riqueza.

O estudo da FGV e da Abrasca reforça que, embora numericamente pequenas, as companhias abertas desempenham papel fundamental para o equilíbrio e o dinamismo econômico do Brasil — um tema que, segundo Geraldo Almeida, deve estar no centro das discussões sobre crescimento sustentável e modernização do setor produtivo.


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