Como se posicionaram deputados da região na votação do voto impresso

Publicado por departamento de Jornalismo Cruzeiro FM 92,3 em 11/08/2021

Ao menos três dos cinco deputados federais que representam a região no Congresso Nacional votaram a favor do chamado voto auditável, com a inclusão de cédulas de papel junto às urnas eletrônicas: Jefferson Campos (PSD), Capitão Derrite (Progressistas) e Guiga Peixoto (PSL). Vitor Lippi (PSDB) votou contra.

No total — até as 22h27 –, foram 229 votos a favor e 218 contra. Para a aprovação, seriam necessários 308 votos. Herculano Passos (MDB) disse ser a favor de mecanismo auditável para a votação, mas seu nome ainda não constava entre os votantes até o fechamento desta reportagem.

O tema estava na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 135 de 2019, que apresentava alteração constitucional no processo eleitoral do Brasil.

Guiga Peixoto (PSL) afirmou em uma rede social que a “única maneira de auditarmos os nossos votos é por meio do voto impresso. Traz mais segurança ao povo brasileiro de forma legítima e democrática”, escreveu. Durante a votação, ele confirmou o voto.

“Tristemente, os anseios da população, em ver a sua ferramenta democrática, que é o seu voto, blindada, e que fosse assegurada a sua privacidade, tristemente, nesta terça-feira (10), foi derrotada. Fica a minha moção de repúdio para aqueles deputados que votaram contra a transparência, contra a seguridade do voto”, disse ao Cruzeiro do Sul após a votação.

Em 29 de junho, Derrite afirmou que como segundo vice-presidente da comissão especial da Câmara destinada a discutir a PEC 135, referente ao voto impresso e auditável, era favorável à PEC porque acredita que seja uma resposta ao anseio de transparência demonstrado pela população. 

Nesta terça-feira (10), ele defendeu seu voto. “Votei favoravelmente à PEC do voto impresso. Acredito que esse anseio da população precise ser atendido para que haja lisura nas próximas eleições, com base em critérios técnicos analisados por especialistas”, comentou.

Jefferson Campos, em um vídeo divulgado em suas redes sociais, antes da votação, voltou a defender a aprovação da PEC. Segundo ele, “pela transparência e pela segurança jurídica”. Durante a votação, confirmou o voto a favor da PEC.

“Nós estamos vivendo uma época em que toda a ação que fortaleça a democracia é muito bem-vinda. Hoje, há uma grande discussão sobre o voto auditável ou voto impresso. Lembrando e esclarecendo que esse voto não quer dizer que o eleitor levará para a sua casa o papel com o voto impresso. Isso seria uma quebra de sigilo e até uma maneira de pressão sobre o eleitor”, comentou o deputado ao Cruzeiro do Sul, quando o tema estava sendo discutido.

Vitor Lippi, em junho, se disse favorável à aprovação da sistemática com voto impresso. Ele disse que confia no atual sistema e que não viu nenhuma evidência de fraude eleitoral. Nesta terça-feira (10), após votar contra, ele se manifestou.

“Depois de refletir e avaliar todo o processo eleitoral, chego a conclusão de que o sistema eleitoral vigente no Brasil é seguro e auditável. Continuar com essa narrativa de desconfiar das urnas eletrônicas sem provas não é saudável para a democracia, promove insegurança jurídica na aferição dos resultados e não tem qualquer respaldo técnico, apenas gera discórdia e polariza a nossa sociedade, o que é extremamente prejudicial ao país”, diz.

Lippi continua: “Pelo fortalecimento da nossa democracia, exemplo em todo o mundo, votei contra a PEC que alteraria a forma que as nossas eleições são realizadas. Quero mais transparência sim, mas não é com voto impresso que vamos conseguir! As eleições estão próximas, não teríamos tempo hábil para promover mudanças tão significativas, de maneira responsável e segura”.

Herculano Passos afirmou, antes da votação, que era favorável a um mecanismo de votação que possa ser auditável. Entretanto, seu nome não apareceu na lista da Câmara, divulgada logo após a votação. Alguns deputados que estavam remotos, reclamaram, depois da votação, que seus votos não foram computados.

Os pontos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 135, agora arquivada, foram discutidos de forma intensa até mesmo após a votação. De autoria da deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), a PEC pretendia realizar uma mudança no sistema eleitoral atual do Brasil, sendo a inclusão de cédulas de papel juntamente com as urnas eletrônicas. O termo também é chamado de voto impresso.

As informações são do Jornal Cruzeiro do Sul. Reportagem: Marcel Scinocca.

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