PF faz buscas por armas na casa de Bolsonaro

Publicado por departamento de Jornalismo Cruzeiro FM 92,3 em 08/07/2026

A Polícia Federal (PF) cumpriu, na manhã desta quarta-feira (8), um mandado de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, para localizar armas de fogo registradas em seu nome. Segundo a defesa, nenhum armamento foi encontrado durante a operação. As informações foram divulgadas pelo g1.

De acordo com os advogados do ex-presidente, o mandado autorizava a apreensão de armas, munições, acessórios e documentos de registro. A Polícia Federal confirmou a realização da operação e informou que nenhum armamento foi localizado, sem divulgar outros detalhes.

A medida foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, após surgirem divergências entre a quantidade de armas registradas em nome de Bolsonaro e aquelas efetivamente entregues às autoridades.

Segundo informações apresentadas ao STF, a ação ocorreu entre 7h e 8h30 e terminou sem a localização de qualquer armamento.

Bolsonaro cumpre atualmente pena de 27 anos e 3 meses de prisão e está em prisão domiciliar humanitária desde março deste ano. A medida foi autorizada por Alexandre de Moraes para que o ex-presidente se recuperasse de um quadro de broncopneumonia e posteriormente prorrogada.

Divergência sobre armas motivou decisão

Na decisão que autorizou a busca, Moraes afirmou que informações encaminhadas ao Supremo indicavam inconsistências na relação de armas registradas em nome do ex-presidente.

Segundo o ministro, a eventual permanência de armamentos sob posse de Bolsonaro seria incompatível com as condições impostas pela prisão domiciliar, justificando a realização da busca para garantir o cumprimento da ordem judicial de entrega integral das armas.

Ainda de acordo com Moraes, a medida tinha como objetivo esclarecer definitivamente se ainda existiam armas vinculadas ao ex-presidente que não haviam sido entregues às autoridades competentes.

Entrega de armas

Na última semana, Alexandre de Moraes manteve a prisão domiciliar de Bolsonaro e determinou o cancelamento de seu registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), além da apreensão de todas as armas de fogo vinculadas ao ex-presidente.

A decisão foi tomada após uma pistola registrada em nome de Bolsonaro ser apreendida durante uma blitz no Distrito Federal.

Em resposta ao STF, a defesa informou que, das dez armas mencionadas na decisão judicial, duas haviam sido entregues à Polícia Federal em 2023, por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), enquanto outras oito estariam sob guarda do Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília.

Posteriormente, o Exército informou ao Supremo que apenas seis dessas oito armas estavam sob sua custódia, o que levou Moraes a autorizar a operação desta quarta-feira para verificar o paradeiro dos armamentos restantes.

Flávio Bolsonaro critica operação

Nos Estados Unidos, onde participa de compromissos relacionados às discussões sobre tarifas impostas por aquele país a produtos brasileiros, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou a ação da Polícia Federal.

O parlamentar classificou a operação como “desnecessária”, afirmou que a medida foi “ruim” e “constrangedora” para a família e disse acreditar que a busca representa uma “cortina de fumaça” em meio ao cenário político. Flávio também reiterou que a arma apreendida anteriormente em uma blitz estava regularmente registrada.

Foto: Ton Molina/STF


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