Voos supersônicos podem voltar após mais de 20 anos e prometem reduzir pela metade o tempo das viagens

Publicado por departamento de Jornalismo Cruzeiro FM 92,3 em 05/07/2026

Os voos supersônicos comerciais, aposentados há mais de duas décadas com o fim do Concorde, podem estar mais próximos de retornar aos céus. A possibilidade ganhou força após a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) propor a flexibilização das regras que restringem voos civis acima da velocidade do som sobre o território americano.

A mudança foi anunciada pelo secretário de Transportes dos Estados Unidos, Sean Duffy, que classificou o momento como o início de uma nova “Era de Ouro das Viagens”. A expectativa é que a revisão das normas abra espaço para uma nova geração de aeronaves capazes de reduzir drasticamente o tempo de deslocamento entre continentes.

O principal símbolo da aviação supersônica foi o Concorde, desenvolvido em parceria entre França e Reino Unido. Em operação entre 1976 e 2003, o jato atingia velocidades superiores a 2.100 km/h, permitindo cruzar o Atlântico em pouco mais de três horas. A aeronave transportou celebridades, líderes mundiais e empresários, tornando-se um ícone da aviação de luxo.

Apesar do sucesso tecnológico, o Concorde enfrentou obstáculos que inviabilizaram sua continuidade. O estrondo sônico produzido ao ultrapassar a barreira do som gerava reclamações e restrições operacionais, além do alto consumo de combustível. O cenário se agravou após o acidente do voo 4590 da Air France, em 2000, e a retração do setor aéreo após os ataques de 11 de setembro de 2001.

Agora, empresas e instituições apostam em soluções que prometem superar esses desafios. Projetos como o Overture, da Boom Supersonic, e o X-59, da NASA, utilizam novas tecnologias para reduzir significativamente o impacto sonoro dos voos supersônicos. Além disso, os novos modelos são desenvolvidos com foco em combustíveis sustentáveis e maior eficiência energética.

Caso os testes e mudanças regulatórias avancem conforme o esperado, passageiros poderão voltar a realizar viagens internacionais em metade do tempo atualmente necessário, marcando uma nova fase para a aviação comercial mundial.

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