Nissan deve demitir 900 funcionários na Europa e reestruturar fábrica no Reino Unido

Publicado por departamento de Jornalismo Cruzeiro FM 92,3 em 05/05/2026

A Nissan planeja cortar cerca de 10% de sua equipe na Europa e combinar as duas linhas de produção em sua fábrica de Sunderland, no Reino Unido, como parte de uma reestruturação destinada a aliviar as dificuldades financeiras da montadora.

A empresa japonesa começou a conversar com seus funcionários na terça-feira (5) sobre os planos de cortar 900 postos de trabalho no continente, incluindo França, Espanha e Reino Unido. O grupo emprega atualmente cerca de 9.300 pessoas na Europa.

A Nissan consolidará as linhas de produção de Sunderland em uma só. A empresa ainda manteve conversas com a chinesa Chery e outros parceiros em potencial sobre a possibilidade de utilizarem a capacidade ociosa da fábrica para produzir carros.

A montadora se recusou a comentar as discussões na terça-feira, mas afirmou que está explorando “oportunidades com terceiros para maximizar a utilização da fábrica” — que está em torno de 50%. Em comunicado ao Financial Times, a empresa disse que as medidas eram “essenciais para proteger o futuro da Nissan na Europa, assegurar empregos a longo prazo e garantir que possamos competir de forma lucrativa na Europa”.

O futuro da fábrica no Reino Unido estava em xeque devido a um programa de reestruturação profundo da Nissan, que envolveu o fechamento de algumas fábricas e o corte de 20 mil postos de trabalho em todo o mundo.

A Nissan é uma das maiores empregadoras do setor automotivo no Reino Unido, com cerca de 6.000 funcionários em Sunderland, onde produz o veículo elétrico Leaf. O novo Juke elétrico, que também será produzido na cidade inglesa, tem previsão de lançamento para 2027.

A empresa não forneceu detalhes sobre quantos empregos administrativos serão afetados no Reino Unido, mas não haverá cortes em Sunderland. Seu centro de distribuição de peças em Barcelona também será reduzido, e a empresa reestruturará suas operações nos países nórdicos.

Nos últimos anos, o grupo japonês tem sofrido forte pressão devido à rápida entrada de marcas chinesas no Reino Unido e em outros mercados europeus.

(Folha de SP)


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