Vai viajar para a Copa do Mundo? Veja quais vacinas deve tomar

Publicado por departamento de Jornalismo Cruzeiro FM 92,3 em 06/05/2026

Com a expectativa de cerca de 6,5 milhões de pessoas circulando durante a Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá, autoridades de saúde e especialistas reforçam a importância de atualizar a carteira de vacinação antes de viagens internacionais. O principal alerta é em relação ao sarampo, que voltou a registrar casos nas Américas.

No Brasil, o Ministério da Saúde chegou a emitir um alerta técnico sobre o risco de reintrodução da doença no país, especialmente após o retorno de viajantes. O histórico mostra que brasileiros costumam marcar forte presença no torneio, o que aumenta a preocupação com a circulação internacional e possíveis contágios.

sarampo é uma doença altamente contagiosa, transmitida pelo ar ou por gotículas respiratórias liberadas ao falar, tossir ou espirrar. Segundo o patologista clínico Helio Magarinos Torres Filho, “o vírus pode permanecer no ar por até duas horas em ambientes fechados. A doença costuma provocar febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas pelo corpo, e pode evoluir com complicações graves, como pneumonia e encefalite”.

A principal forma de prevenção é a vacinação com a tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola. A doutora em Biologia Molecular/Genética Humana pela Fiocruz/RJ, Patrícia Vanderborght, destaca que eventos com grande circulação internacional aumentam o risco de transmissão: “Em cenários de grande circulação internacional de pessoas, como eventos esportivos globais, o risco de disseminação de doenças altamente transmissíveis aumenta significativamente. O sarampo não é uma doença do passado. Ele volta sempre que a gente relaxa na vacinação. E basta um caso importado para gerar risco de surto”.

As recomendações do Ministério da Saúde variam conforme a idade. Pessoas entre 12 meses e 29 anos devem ter duas doses da vacina, enquanto adultos de 30 a 59 anos precisam de ao menos uma dose, dependendo do histórico vacinal. Para quem vai viajar, o ideal é que a imunização esteja completa pelo menos duas semanas antes do embarque, garantindo tempo para o organismo desenvolver proteção.

Outro ponto importante é a checagem da carteira de vacinação. Muitos adultos não sabem se receberam todas as doses ou não têm o comprovante. Nesses casos, a orientação é procurar um serviço de saúde para avaliação. Segundo Vanderborght, “antes de viajar, é importante revisar a carteira vacinal e buscar orientação médica em caso de dúvida. Essa checagem é simples, mas pode evitar exposição desnecessária em ambientes de grande circulação”.

Além da proteção individual, a vacinação ajuda a reduzir a circulação do vírus e protege pessoas mais vulneráveis, como bebês, gestantes e imunossuprimidos. Casos recentes reforçaram o alerta: uma criança de seis meses contraiu sarampo após viagem à Bolívia, país com surto ativo, e outro caso foi registrado no Rio de Janeiro em uma jovem adulta sem vacinação.

Mesmo com o Brasil ainda considerado livre da circulação endêmica do sarampo, os índices de vacinação estão abaixo da meta ideal de 95%. Em 2025, a cobertura da primeira dose foi de 92,74% e da segunda, 78,09%. Em 2026, os números caíram ainda mais, para 91,12% e 76,46%, respectivamente, cenário que mantém o sinal de alerta das autoridades.

(CNN Brasil)


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