Suspeito é acusado de tentar matar Trump em jantar de correspondentes
Publicado por departamento de Jornalismo Cruzeiro FM 92,3 em 27/04/2026
O suspeito de disparar tiros no jantar da Associação dos Correspondentes da Casa Branca foi acusado de tentar assassinar o presidente dos EUA, de acordo com os procedimentos judiciais.
O Juiz determinou que Cole Tomas Allen, de 31 anos, seja mantido temporariamente sob custódia até a audiência de detenção marcada para a próxima quinta-feira (30).

Cole Tomas Allen, de 31 anos, de Torrance, Califórnia, também enfrenta acusações de porte de armas em uma queixa de três pontos.
Allen usava um macacão azul de presídio em sua primeira aparição no tribunal federal de Washington, dois dias depois que as autoridades afirmaram ter frustrado um ataque no jantar da Associação dos Correspondentes da Casa Branca, um evento anual de gala para jornalistas e políticos.
“Ele tentou assassinar o presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump,” disse a promotora Jocelyn Ballantine no tribunal.
Allen ainda não respondeu às acusações. Sentado à mesa de defesa, acompanhado por agentes federais, Allen disse que responderia a todas as perguntas com sinceridade e que possuía um mestrado em ciência da computação.
Allen deixou um manifesto para membros da família, referindo-se a si mesmo como o “Assassino Federal Amigável” e discutindo planos para atacar altos funcionários da administração Trump, que estavam presentes no salão do hotel. Blanche afirmou que seus alvos provavelmente incluíam o próprio Trump.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, descreveu o ataque de sábado à noite como a terceira tentativa de assassinato contra Trump, após duas tentativas de homicídio em 2024. Ela comparou a retórica do manifesto com as críticas feitas a Trump por seus opositores políticos.
“Grande parte do manifesto do suposto assassino é indistinguível das palavras que ouvimos diariamente de tantas pessoas,” disse Leavitt. “Todo o Partido Democrata fez sua campanha para eleitores em todo o país, alegando que Donald Trump representa uma ameaça existencial à democracia, que ele é um fascista.”
Democratas proeminentes condenaram o tiroteio.
Allen reservou um quarto no hotel Washington Hilton, onde o jantar ocorreu, e viajou da Califórnia para Washington de trem, disseram as autoridades.
O tiroteio no sábado abalou o jantar da imprensa, um evento importante no calendário social de Washington, fazendo os participantes se esconderem sob as mesas e levando as forças de segurança a retirar rapidamente os oficiais de alto escalão da sala.
Trump, que estava programado para fazer um discurso mais tarde naquela noite, foi retirado do palco por seguranças após os tiros.
Agente do Serviço Secreto ferido
O suspeito teria disparado uma espingarda contra um agente do Serviço Secreto em um ponto de controle dentro do hotel antes de ser imobilizado e preso, de acordo com as autoridades. Imagens em vídeo postadas por Trump online mostraram o suspeito correndo por um corredor fora do salão de baile.
Autoridades dos EUA disseram que o suspeito foi dominado logo após ultrapassar o perímetro de segurança e destacaram sua captura como um sucesso das forças de segurança. No entanto, o incidente reacendeu preocupações sobre a segurança de Trump, que sobreviveu a duas tentativas de assassinato durante sua campanha presidencial de 2024, e de outros oficiais dos EUA.
(CNN Internacional)