Irã volta a fechar o Estreito de Ormuz, afirma General Central
Publicado por departamento de Jornalismo Cruzeiro FM 92,3 em 18/04/2026
Irã voltou a fechar o Estreito de Ormuz neste sábado (18), segundo informou um porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbia à agência estatal iraniana Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária do país.
De acordo com o militar, a passagem estratégica está sob vigilância rigorosa das Forças Armadas iranianas. O anúncio ocorre em meio ao aumento da tensão com os Estados Unidos na região.
Na sexta-feira (17), o governo iraniano já havia alertado que poderia fechar o estreito caso Washington mantivesse o bloqueio naval iniciado na última segunda-feira (13).
Segundo o portal g1, o bloqueio militar norte-americano permanece ativo mesmo após o Irã anunciar a reabertura total da rota marítima, considerada uma das mais importantes do mundo para o transporte de petróleo.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a presença militar americana continuará até a conclusão das negociações com o governo iraniano. Em publicação na rede Truth Social, ele declarou:
“O Estreito de Ormuz está completamente aberto e pronto para negócios e livre tráfego, mas o bloqueio naval permanecerá em pleno vigor e efeito no que diz respeito ao Irã, somente, até que nossas negociações com o Irã estejam 100% concluídas. Esse processo deverá ser bastante rápido, visto que a maioria dos pontos já foi negociada.”
A reabertura do Estreito de Ormuz é uma das principais exigências dos Estados Unidos nas negociações por um acordo de paz entre os dois países, atualmente mediadas pelo Paquistão.
Ainda na sexta-feira, líderes europeus também discutiram a situação. O presidente da França, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, reuniram representantes de dezenas de países para debater alternativas que garantam a segurança e a plena reabertura da rota marítima — encontro realizado sem a participação dos Estados Unidos.
O Estreito de Ormuz é considerado um dos pontos mais sensíveis do comércio internacional, já que grande parte do petróleo exportado do Oriente Médio passa pela região.