Tarcísio adia cobrança do free flow para 2027, após eleições de 2026, em rodovias de SP
Publicado por departamento de Jornalismo Cruzeiro FM 92,3 em 13/04/2026
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), anunciou o adiamento do início da cobrança do pedágio eletrônico free flow em oito rodovias estaduais para janeiro de 2027, ou seja, após as eleições de 2026. Apesar da data oficial, o sistema já está instalado, em operação de testes e com estrutura pronta para eventual tarifação.
Em entrevista à Rádio Cruzeiro FM, em 25 de julho de 2025, Tarcísio de Freitas afirmou que não haverá cobrança neste momento. O início da tarifação estava previsto anteriormente para setembro de 2026, conforme o contrato de concessão.
O sistema free flow substitui as praças físicas de pedágio por pórticos eletrônicos capazes de identificar veículos automaticamente. Esses equipamentos já estão ativos em trechos da Rodovia Raposo Tavares e outras vias sob concessão da Rota Sorocabana, operando oficialmente em fase de monitoramento.
Embora o governo sustente que o modelo ainda passa por testes e ajustes, a infraestrutura instalada já reúne as condições técnicas necessárias para o início da cobrança, bastando uma definição administrativa para sua ativação.
O adiamento, segundo o governador, busca garantir mais tempo de adaptação aos motoristas e a conclusão de etapas operacionais. A decisão também ocorre em um contexto político considerado sensível.
O contrato firmado em fevereiro de 2025 entre o Governo de São Paulo e a concessionária Motiva Sorocabana, ligada à Motiva (antigo Grupo CCR), prevê a gestão de cerca de 460 quilômetros de rodovias por 30 anos, com investimentos de R$ 8,8 bilhões, incluindo a implantação do sistema eletrônico.
Pelo cronograma inicial, os pórticos deveriam estar completamente instalados até março de 2026, etapa que antecede a fase de operação plena do modelo. Hoje, parte desses equipamentos já está em funcionamento, ainda sem cobrança efetiva.
A reportagem entrou em contato com a Artesp para comentar o cronograma e a possibilidade de ativação do sistema, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.
Mesmo com o adiamento anunciado, o desenho operacional do sistema já está pronto e, na prática, a transição para a cobrança depende apenas de uma decisão formal do governo.