Europa e Japão sinalizam apoio aos EUA para liberar o Estreito de Ormuz: “Esforços apropriados”

Publicado por departamento de Jornalismo Cruzeiro FM 92,3 em 19/03/2026

Após recusarem inicialmente um pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para envio de navios militares ao Estreito de Ormuz, países europeus e o Japão afirmaram nesta quinta-feira (19) que estão dispostos a colaborar para garantir a segurança na região.

Em comunicado conjunto, governos de Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda e Japão declararam estar “prontos para contribuir com esforços apropriados” para assegurar a passagem de embarcações pelo canal marítimo.

Importância estratégica do estreito

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas de transporte de energia do mundo, por onde circula cerca de 20% de todo o petróleo consumido globalmente. A região vive tensão após ações do Irã, que afirmou ter bloqueado a passagem e realizou ataques a embarcações na área.

A instabilidade já impacta o mercado internacional, com alta no preço do petróleo registrada após os episódios recentes.

Apesar da sinalização positiva, o comunicado não detalha de que forma os países devem atuar na região. A declaração, no entanto, é vista como um gesto de aproximação após críticas do governo americano.

Mais cedo, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, classificou aliados europeus como “ingratos” pela recusa inicial em apoiar a operação.

Medidas para conter impacto econômico

Além da questão militar, os países também indicaram que pretendem adotar ações para estabilizar o mercado de energia, incluindo articulações com nações produtoras de petróleo para aumentar a oferta.

O comunicado ainda elogiou a liberação de reservas estratégicas pelos Estados Unidos como forma de conter os efeitos da crise.

Divergências entre aliados

No início da semana, países europeus haviam rejeitado o pedido de Trump para participação direta no conflito com o Irã.

O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, chegou a afirmar que o conflito não deveria envolver os europeus.

“Esta não é a nossa guerra, nós não a começamos”, declarou o ministro ao justificar a posição inicial do país.

Apesar disso, o novo posicionamento indica uma tentativa de cooperação internacional diante da escalada de tensões na região.

Com informações do g1


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