Setor de cuidados a idosos avança no Brasil
Publicado por departamento de Jornalismo Cruzeiro FM 92,3 em 10/03/2026
O Brasil registrou a abertura de mais de 57 mil novos negócios voltados ao serviço de cuidadores somente em 2025. Nos últimos cinco anos, o crescimento do setor ficou em 74%, de acordo com um levantamento do Sebrae com base em registros da Receita Federal.

O envelhecimento da população brasileira já começa a mudar o perfil dos negócios no país. De acordo com o IBGE, o número de pessoas com mais de 65 anos saltou 57% em pouco mais de uma década. Hoje são mais de 33 milhões de idosos.
A mudança demográfica abriu espaço para o surgimento de empresas que conectam, por meio de geolocalização e outros serviços, profissionais cuidadores a famílias que precisam de assistência para seus parentes idosos. É o caso da agência de serviços focada em recrutamento, treinamento e gestão fundada pelo Highlander Santos. Ele explica que a ideia do negócio surgiu durante a pandemia de COVID-19. A crise sanitária passou, mas a busca de familiares por profissionais qualificados continuou crescendo rapidamente.
“Hoje muitas famílias têm uma rotina de trabalho intensa, nem sempre elas conseguem oferecer todo o cuidado, todo o suporte que o idoso necessita no dia a dia. Por isso o serviço de cuidados domiciliar tem se tornado cada vez mais essencial. E realmente a tendência é que esse mercado continue crescendo de forma consistente ali nos próximos anos, principalmente com empresas que oferecem profissionais qualificados, segurança e transparência.”
Esse modelo de negócio busca trazer mais previsibilidade, segurança e tranquilidade para as famílias que precisam de assistência regular para seus familiares. A tendência é que esse mercado continue em expansão nas próximas décadas. A Organização Mundial da Saúde projeta que o número de idosos no mundo deve dobrar até 2050, e a empresa de Highlander parece confirmar essa tendência.
“Desde a fundação nós registramos um crescimento de aproximadamente 900%, resultado principalmente do aumento da demanda por cuidados domiciliares e também do investimento que nós fazemos na capacitação e seleção criteriosa de cuidadores e na qualidade dos atendimentos às famílias também.” (Agência Brasil)