Polícia divulga imagens do momento em que corretora é ataca por síndico em Goiás; veja as imagens
Publicado por departamento de Jornalismo Cruzeiro FM 92,3 em 19/02/2026
A Polícia Civil de Goiás divulgou, nesta quinta-feira (19), imagens que mostram o momento em que a corretora Daiane Alves Souza foi atacada pelo síndico Cléber Rosa de Oliveira, em Caldas Novas (GO). O vídeo foi apresentado durante coletiva de imprensa (Veja as imagens abaixo).
O crime aconteceu em 17 de dezembro de 2025, no subsolo de um prédio da cidade. Daiane ficou desaparecida por cerca de 40 dias e foi encontrada morta em uma área de mata.
Nas imagens, a corretora aparece descendo de elevador e caminhando até o subsolo para verificar o quadro de energia do prédio. Segundo a polícia, Cléber surge no local usando luvas, o que, para os investigadores, indica premeditação e preparação para uma emboscada.
De acordo com o delegado João Paulo Mendes, o suspeito também deixou a capota da caminhonete aberta e estacionou o veículo próximo ao ponto onde pretendia abordar a vítima. “Ele posicionou o carro mais próximo ao local onde pretendia render a Daiane”, afirmou.
A investigação aponta que os disparos que mataram a corretora não ocorreram dentro do prédio, mas possivelmente na área de mata onde o corpo foi localizado. Segundo o superintendente da Polícia Científica, Ricardo Matos, a arma usada foi uma pistola .380 semiautomática.
Daiane foi atingida por dois tiros — um dos projéteis ficou alojado na cabeça e o outro atravessou o lado esquerdo do corpo.
Cléber e o filho dele foram presos na madrugada de 28 de janeiro. O síndico indicou o local onde o corpo estava escondido, mas optou por não detalhar a dinâmica do crime durante o interrogatório.
Conflitos anteriores
Antes do desaparecimento, Daiane e o síndico haviam trocado denúncias. Documentos apontam que Cléber teria perseguido a corretora entre fevereiro e outubro de 2025, após um desentendimento ocorrido em novembro de 2024.
Segundo a apuração, Daiane administrava imóveis no condomínio onde Cléber atuava como síndico. Em uma das locações, ela alugou um apartamento para duas famílias, totalizando nove pessoas — número que ultrapassava o limite de ocupantes permitido pelo regulamento interno, o que teria dado início aos conflitos.