Governo comemora troca na relatoria do caso Master e vê desgaste migrar para bolsonaristas

Publicado por departamento de Jornalismo Cruzeiro FM 92,3 em 14/02/2026

Ministro André Mendonça assume relatoria do caso Master

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemoraram a decisão que transferiu a relatoria do chamado “caso Master” no Supremo Tribunal Federal (STF) do ministro Dias Toffoli para André Mendonça.

Nos bastidores, integrantes do governo afirmam que a mudança foi recebida com alívio. A avaliação é de que Toffoli já não teria condições políticas de permanecer à frente do processo e que sua atuação vinha sendo alvo de críticas que, indiretamente, acabavam associadas ao Palácio do Planalto.

Embora tenha se distanciado de Lula nos últimos anos, Toffoli ainda é identificado com o Partido dos Trabalhadores (PT), legenda na qual atuou como assessor jurídico antes de chegar ao Supremo. Para interlocutores do governo, esse histórico fazia com que questionamentos à condução do caso também atingissem a imagem da atual gestão.

Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF) (Rosinei Coutinho/ STF)
Dias Toffoli ainda é identificado com o PT (Rosinei Coutinho/ STF)

A escolha de Mendonça, indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), altera esse cenário, na visão de aliados do presidente. Um integrante do PT resume que o “ônus político” por eventuais desgastes agora recai sobre o campo bolsonarista, já que o novo relator foi nomeado pelo adversário de Lula.

Além do aspecto político, governistas afirmam esperar uma condução mais técnica e menos tensionada do processo sob a relatoria de Mendonça. Publicamente, contudo, integrantes do Executivo evitam críticas diretas a Toffoli e reforçam o respeito à autonomia do Supremo.

O caso Master é acompanhado com atenção por lideranças partidárias e pelo meio jurídico, devido ao seu potencial de impacto político e institucional.


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