Ali Khamenei morre após bombardeio, confirma mídia do Irã

Publicado por departamento de Jornalismo Cruzeiro FM 92,3 em 01/02/2026

A mídia estatal do Irã confirmou neste sábado (28) a morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país. A informação foi divulgada pela agência Fars e repercutida pela Reuters. Horas antes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia anunciado que o líder iraniano teria sido morto em um bombardeio.

Khamenei esteve no comando do Irã por quase 40 anos. A confirmação foi publicada nos perfis oficiais da agência Fars nas redes sociais X e Telegram, com a mensagem de que “o líder supremo da Revolução foi martirizado”. Segundo o veículo, o governo iraniano decretou 40 dias de luto nacional.

De acordo com a nota oficial, o aiatolá foi atingido enquanto estava em seu local de trabalho, na Casa da Liderança (Beit Rahbari), exercendo suas funções. O comunicado classifica a ação como um “ataque covarde” ocorrido nas primeiras horas da manhã.

O texto também rebate rumores de que o líder estaria escondido por medo de assassinato. Segundo a agência, a morte em seu escritório demonstra que ele permanecia em seu posto, contrariando o que chamou de “guerra psicológica do inimigo”.

Declarações dos Estados Unidos e de Israel

Em uma rede social, Donald Trump afirmou que Khamenei não conseguiu escapar dos sistemas de inteligência e rastreamento dos Estados Unidos, em cooperação com Israel. Segundo ele, não havia alternativa para o líder iraniano diante da operação.

Trump classificou Khamenei como “uma das pessoas mais malignas da História” e disse que sua morte representa justiça não apenas para o povo iraniano, mas também para americanos e cidadãos de outros países que teriam sido vítimas de ações atribuídas ao líder.

Na plataforma Truth Social, o presidente norte-americano afirmou que os bombardeios contra o Irã continuarão com o objetivo de alcançar “paz no Oriente Médio e no mundo”. Ele também declarou esperar que integrantes da Guarda Revolucionária (IRGC), das Forças Armadas e de forças de segurança iranianas deixem de apoiar o regime e se unam à população.

Antes da confirmação oficial do Irã, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, havia declarado que existiam indícios de que Khamenei estava morto, após a destruição de um complexo utilizado pelo líder supremo.

A confirmação da morte ocorre em meio à escalada do conflito envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos, aumentando ainda mais a tensão no cenário internacional.


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