PF cancela depoimento de ex-sócio e outros dois investigados no caso Master
Publicado por departamento de Jornalismo Cruzeiro FM 92,3 em 27/01/2026
A Polícia Federal cancelou três dos quatro depoimentos do inquérito que apura suspeitas de fraudes no Banco Master previstos para esta terça-feira (27). A medida foi tomada após as defesas avisarem que os investigados ficariam em silêncio, pois não tiveram acesso aos autos.
Com isso, dos oito depoimentos previstos entre ontem e hoje, apenas dois foram mantidos.
O processo apura crimes como gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa, relacionados à venda de carteiras de crédito supostamente inexistentes do Banco Master ao BRB (Banco Regional de Brasília).
Segundo a Polícia Federal, a expectativa é que os depoimentos tenham “peso central” na apuração de suspeitas de irregularidades envolvendo a tentativa de compra do Master pelo BRB e que possam “influenciar o rumo do inquérito”.
Após o fim dos depoimentos, será definido se o caso será mantido no STF (Supremo Tribunal Federal) ou será encaminhado de volta à Justiça Federal e à Justiça de São Paulo.
Nessa segunda-feira, os empresários André Felipe de Oliveira Seixas Maia e Henrique Souza e Silva Peretto, que foram convocados para o primeiro dia de depoimento, também conseguiram adiar as oitivas.
A apuração teve início sob a responsabilidade da Justiça Federal. No fim de 2025, porém, o ministro Dias Toffoli decidiu transferir a condução do caso para o STF.
A mudança de competência ocorreu após a identificação de um contrato imobiliário envolvendo Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. O documento estaria registrado em nome do deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA), parlamentar com foro por prerrogativa de função.
A Operação Compliance Zero, nome dado pela PF à investigação, mira um esquema que teria criado títulos de crédito que não teriam lastro real e são vistos como fictícios para movimentar grandes somas entre empresas do grupo Master e o BRB, supostamente criando ativos que depois foram negociados como legítimos.
(Portal R7)