Impasse após morte em Minneapolis ameaça acordo para evitar paralisação do governo dos EUA

Publicado por departamento de Jornalismo Cruzeiro FM 92,3 em 25/01/2026

Uma legislação bipartidária destinada a financiar uma ampla parcela do governo federal dos Estados Unidos e evitar uma paralisação ao fim da próxima semana entrou em sério risco neste sábado, dia 24. A mudança de cenário ocorreu após senadores democratas anunciarem oposição ao texto, depois que agentes federais balearam e mataram um morador de Minneapolis, no estado de Minnesota.

A proposta prevê US$ 64,4 bilhões para o Departamento de Segurança Interna (DHS), incluindo US$ 10 bilhões destinados ao Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). A resistência ao pacote aumentou a probabilidade de uma paralisação parcial do governo no fim do mês.

O projeto precisa de pelo menos 60 votos no Senado para avançar, o que exige apoio de parlamentares democratas. Diante dos acontecimentos em Minnesota, esse apoio passou a ser colocado em dúvida.

O líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, democrata de Nova York, afirmou que seu partido não fornecerá os votos necessários caso o financiamento do DHS permaneça no texto. Ele classificou os fatos ocorridos em Minnesota como “estarrecedores”.

Com o impasse, republicanos começaram a avaliar a possibilidade de separar o financiamento da segurança interna do restante do pacote, numa tentativa de preservar o acordo bipartidário para outras áreas do governo.

Além do DHS, a proposta inclui recursos para o Pentágono, o Departamento de Estado e programas nas áreas de saúde, educação, trabalho e transporte.

A presidente da Comissão de Dotações do Senado, Susan Collins, republicana do Maine, afirmou que analisa alternativas para garantir a aprovação de outros projetos considerados essenciais.

A votação já representava um dilema para parte dos democratas, que buscavam evitar uma paralisação, mas demonstravam crescente insatisfação com a atuação de agentes federais em Minneapolis.

Após a morte registrada no sábado, senadores que antes eram vistos como favoráveis ao acordo anunciaram publicamente que não poderiam apoiar o texto.

A proposta orçamentária reúne seis projetos de lei já aprovados pela Câmara dos Representantes. O trecho referente à segurança interna foi votado separadamente, com oposição da maioria dos democratas.


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