Entenda como ações simples do dia a dia podem ajudar a economizar centenas de litros de água

Publicado por departamento de Jornalismo Cruzeiro FM 92,3 em 10/01/2026

O aumento no consumo de água na Grande São Paulo durante a intensa onda de calor que atinge o estado fez o Governo de São Paulo reforçar a orientação para o uso consciente para economia de água. Adotar gestos simples em atividades rotineiras, como tomar banho, escovar os dentes e lavar a louça, pode economizar centenas de litros de água e aliviar a pressão sobre o sistema de abastecimento.

O aumento do consumo e a estiagem continuam afetando o nível das represas do Sistema Integrado Metropolitano (SIM), que atualmente opera com 27,4% de sua capacidade. Os modelos meteorológicos indicam uma tendência de chuvas abaixo da média para este mês, o que pode atrasar a recuperação dos mananciais que abastecem a Grande São Paulo.
Veja a seguir alguns exemplos de como fazer sua parte

Escovar os dentes com torneira fechada

Escovar os dentes de torneira fechada pode economizar até 12 litros por vez, o equivalente a 24 garrafinhas de 500 ml, ou seis panelas de arroz cheias.

Banhos reduzidos

Com uma redução de 5 minutos de tempo de banho, é possível economizar até 80 litros, o equivalente a 160 garrafinhas de 500 ml. Essa quantidade de água é o suficiente para hidratar uma pessoa por 40 dias.

Ensaboar louça com torneira fechada

Ensaboar a louça de torneira fechada pode economizar até 80 litros de água, o equivalente a dez banhos rápidos.

Lavar o carro com balde

Lavar o carro com balde em vez de mangueira gera economia de até 300 litros, o equivalente a uma caixa de água pequena.
Modelo avançado de gestão hídrica

A Grande São Paulo passou a contar em 2025 com um modelo inédito e mais moderno de acompanhamento e gestão integrada dos recursos hídricos, com o objetivo de proteger reservatórios e mananciais do SIM e garantir o abastecimento da população. A metodologia do Governo do Estado estabelece sete faixas de atuação de acordo com os níveis de reservação nos períodos de chuva e de estiagem.

O planejamento de ações é feito com base em projeções que consideram os patamares de segurança da reservação dos mananciais, afluências, consumo e volume de chuvas. Essas variáveis são monitoradas de forma permanente pela SP Águas para assegurar a atualização contínua das projeções sempre que houver mudanças nesses cenários.

São definidas faixas de atuação sobre uma curva de projeção de 12 meses e o objetivo é que as medidas previstas em cada faixa sejam aplicadas sempre que necessário durante todo o ano para manter a segurança dos reservatórios.

As sete faixas de atuação representam etapas graduais de criticidade e orientam quais medidas de contingência serão adotadas em cada cenário. Para assegurar previsibilidade, as restrições só acontecem após sete dias consecutivos dos índices em uma mesma faixa, com relaxamento após 14 dias consecutivos de retorno ao cenário imediatamente mais brando.

Nas faixas de 1 a 3, o foco é em prevenção, consumo racional de água e combate a perdas na distribuição. As faixas 1 e 2 estabelecem o Regime Diferenciado de Abastecimento (RDA) e a gestão de demanda noturna de 8 horas, respectivamente. A faixa 3, onde São Paulo se encontra atualmente, prevê gestão de demanda noturna de 10 horas por dia e intensificação de campanhas de conscientização.

Já nas faixas 4, 5 e 6, os cenários são de contingência controlada, com períodos ampliados de redução da pressão na rede, por 12, 14 e 16 horas. Por fim, na faixa 7, o cenário mais grave inclui o rodízio de abastecimento entre regiões, com obrigação de fornecimento de caminhões-pipa para apoio a serviços essenciais.

Para assegurar previsibilidade, as restrições só acontecem após sete dias consecutivos dos índices em uma mesma faixa, com relaxamento após 14 dias consecutivos de retorno ao cenário imediatamente mais brando.
As faixas de atuação:

Faixa 1: Foco em prevenção, consumo consciente e início do Regime Diferenciado de Abastecimento (RDA).

Faixa 2: Níveis estáveis, mas em queda; implantação da Gestão de Demanda Noturna (GDN) de 8 horas e reforço no combate a perdas.

Faixa 3: Cenário de atenção; GDN ampliada para 10 horas e intensificação das campanhas de conscientização.

Faixa 4: Reservatórios abaixo da curva de segurança; redução de pressão por 12 horas e monitoramento contínuo dos volumes.

Faixa 5: Níveis críticos; redução de pressão por 14 horas e priorização do abastecimento a serviços essenciais.

Faixa 6: Criticidade alta; redução de pressão por 16 horas e controle máximo do sistema para preservar os mananciais.

Faixa 7: Cenário extremo; rodízio regional de abastecimento e apoio com caminhões-pipa para garantir serviços prioritários.

Desde agosto, a Região Metropolitana de São Paulo opera com a gestão da demanda no período noturno de 10 horas de duração, das 19h às 5h, com o objetivo de preservar os mananciais que abastecem a região. Desde que foi implantada, a redução da pressão noturna economizou mais de 70 bilhões de litros de água. Essa economia é o equivalente ao consumo de 12,33 milhões pessoas durante um mês.


Você está ouvindo

Cruzeiro FM 92,3 Mhz

A número 1 em jornalismo