Coreia do Norte dispara mísseis balísticos e condena ataque dos EUA à Venezuela
Publicado por departamento de Jornalismo Cruzeiro FM 92,3 em 04/01/2026
A Coreia do Norte disparou ao menos dois mísseis balísticos neste domingo (4), em mais um episódio que amplia as tensões internacionais. Os lançamentos ocorreram poucas horas depois de os Estados Unidos realizarem um ataque em Caracas, que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, e no mesmo dia em que o presidente da Coreia do Sul iniciou visita oficial à China.
Segundo autoridades da Coreia do Sul e do Japão, os mísseis foram lançados a partir da região de Pyongyang em direção ao mar entre a Península Coreana e o Japão. Esta foi a primeira ação do tipo por parte do regime norte-coreano em cerca de dois meses.
Em comunicado oficial, o governo da Coreia do Norte condenou com veemência a ofensiva dos Estados Unidos na Venezuela. Pyongyang afirmou que Washington “violou violentamente a soberania venezuelana” e classificou a ação como mais uma demonstração da “natureza desonesta e brutal” do governo americano.
Analistas apontam que o lançamento dos mísseis ocorre em um momento estratégico. Além de reagir ao ataque dos EUA na América do Sul, o gesto também foi interpretado como um recado indireto à China, principal aliada do regime norte-coreano, em meio à aproximação diplomática entre Pequim e Seul.
Especialistas em segurança internacional avaliam que a Coreia do Norte busca reforçar sua imagem como potência militar e nuclear, diferenciando-se de países vulneráveis a intervenções externas. A mensagem, segundo analistas, é de que o país mantém capacidade de dissuasão e resposta rápida.
Os governos da Coreia do Sul e do Japão condenaram os lançamentos. Em Seul, o gabinete presidencial realizou uma reunião emergencial de segurança e afirmou que os disparos violam resoluções do Conselho de Segurança da ONU. Tóquio classificou a ação como uma ameaça à estabilidade regional.
As Forças dos Estados Unidos no Indo-Pacífico informaram que os lançamentos não representam ameaça imediata ao território americano ou a seus aliados, mas confirmaram que seguem em contato com parceiros da região para monitoramento da situação.