China cobra libertação imediata de Nicolás Maduro após captura do líder venezuelano pelos EUA
Publicado por departamento de Jornalismo Cruzeiro FM 92,3 em 04/01/2026
A China pediu neste domingo (4) a libertação imediata do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, após os Estados Unidos realizarem um ataque em Caracas e capturarem o líder venezuelano. O posicionamento foi divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores chinês, que classificou a ação como uma “clara violação do direito internacional”.
Em comunicado oficial, Pequim exigiu que Washington garanta a segurança pessoal de Maduro e de sua esposa, além de cessar qualquer tentativa de derrubar o governo venezuelano. Para a diplomacia chinesa, a operação representa uma ameaça direta à paz e à estabilidade da América Latina e do Caribe.
A reação chinesa ocorre poucas horas após o ataque, reforçando a crítica ao que chamou de “comportamento hegemônico” dos Estados Unidos na região. A China defende que crises internas sejam resolvidas sem interferência externa e tem sido uma das principais aliadas políticas e econômicas da Venezuela.
Atualmente, grande parte da produção de petróleo venezuelano é exportada para a China, principal destino da commodity. O setor petrolífero responde por cerca de 70% do orçamento do país sul-americano, que detém uma das maiores reservas de petróleo do mundo.
Diante do agravamento da crise, o governo chinês emitiu um alerta de segurança a seus cidadãos que vivem na Venezuela. A recomendação é para evitar deslocamentos e permanecer longe de áreas sensíveis ou de conflito.
Segundo a mídia estatal chinesa, cidadãos e instituições já instalados no país devem reforçar medidas de segurança, acompanhar a situação local e sair apenas em casos de extrema necessidade, enquanto Pequim monitora os desdobramentos diplomáticos e militares do episódio.