Ex-diretor da PRF Silvinei Vasques é preso no Paraguai tentando fugir para El Salvador
Publicado por departamento de Jornalismo Cruzeiro FM 92,3 em 26/12/2025
O ex-diretor-geral da PRF (Polícia Rodoviária Federal) Silvinei Vasques foi preso nesta sexta-feira (26) no Paraguai enquanto tentava fugir, segundo a Polícia Federal.
Ele havia sido condenado neste mês a 24 anos e seis meses de prisão pela Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) como participante de um dos núcleos da trama golpista do governo Jair Bolsonaro (PL).
Silvinei foi preso no aeroporto de Assunção quando tentava embarcar em voo internacional para El Salvador com um passaporte paraguaio falso. Ele teria rompido a tornozeleira eletrônica em Santa Catarina, e a suspeita é que tenha ido de carro para o Paraguai.
Segundo integrantes da PF, quando houve o rompimento da tornozeleira, a corporação acionou o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e houve a decretação da prisão preventiva.
Silvinei foi condenado no dia 16 de dezembro e continuava em liberdade, já que ainda estava em curso o prazo para a apresentação de recurso. Ele usava tornozeleira eletrônica desde que deixou a prisão, em 2024, e tinha o passaporte cancelado.
Segundo integrantes do governo brasileiro, Silvinei Vasques deve ser trazido ao Brasil o mais rapidamente possível.
Após a prisão, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, telefonou para o ministro do Interior do Paraguai, Enrique Riera Escudero, para acelerar o processo de extradição.
Eduardo Nostrani, advogado do ex-diretor da PRF, diz que tomou conhecimento do caso na manhã desta sexta-feira. No entanto, a atuação em nome de Silvinei no Paraguai está a cargo de um advogado local, ainda não identificado pela defesa.
Silvinei foi condenado a 24 anos e seis meses, sendo 22 anos de reclusão com regime inicial fechado e 2 anos e 6 meses de detenção, além de 120 dias-multa, sendo cada dia-multa equivalente a um salário mínimo
Ele foi acusado de integrar um grupo de auxiliares de Bolsonaro que tinham cargos estratégicos e, segundo a PGR (Procuradoria-Geral da República), articularam medidas para viabilizar um golpe de Estado.
(Folha de SP)