Brasil lidera exportações globais de carne bovina em 2025, reconhece USDA

Publicado por departamento de Jornalismo Cruzeiro FM 92,3 em 20/12/2025

O Brasil foi reconhecido pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) como o maior exportador de carne bovina do mundo em 2025, consolidando a posição do país como potência global do agronegócio. O reconhecimento reflete o fortalecimento contínuo do sistema nacional de defesa agropecuária, coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O avanço ocorre após o país obter o status de livre de febre aftosa sem vacinação, certificado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), marco que ampliou o acesso da carne brasileira a mercados mais exigentes e reforçou a confiança internacional no produto nacional.

Segundo o ministro Carlos Fávaro, o resultado é fruto de investimentos em prevenção estratégica, vigilância sanitária e ampliação da força de trabalho. Para ele, a robustez do sistema permite conquistas históricas e demonstra a capacidade do Brasil de responder a desafios sanitários cada vez mais frequentes.

Entre as medidas estruturantes está a criação do Banco Brasileiro de Antígenos da Febre Aftosa, iniciativa que garante resposta rápida a eventuais emergências sanitárias. O banco assegura a disponibilidade imediata de antígenos para produção de vacinas, alinhado às recomendações internacionais da OMSA.

O projeto conta com investimento de R$ 48 milhões e parceria do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e da empresa Biogénesis Bagó, da Argentina. A capacidade prevista é de até 10 milhões de doses, permitindo a fabricação e distribuição ágil de vacinas em caso de necessidade.

Além da prevenção, o Mapa reforçou ações de fiscalização e inspeção sanitária, com o credenciamento de empresas para apoiar inspeções ante e post mortem, sob supervisão de auditores fiscais federais, sem alteração das atribuições do Serviço de Inspeção Federal (SIF).

O ministério também avança na convocação de novos servidores para fortalecer a vigilância sanitária em todo o país. Para o governo, as medidas elevam o padrão de biossegurança, ampliam mercados e consolidam o Brasil como referência global na produção de carne bovina.


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