Nigéria resgata 100 dos mais de 300 alunos sequestrados em escola católica
Publicado por departamento de Jornalismo Cruzeiro FM 92,3 em 08/12/2025
Cem alunos sequestrados de uma escola católica na Nigéria no mês passado foram resgatados, afirmou um grupo cristão do país nesta segunda-feira (8). O governo não comentou o assunto, e portanto ainda não está claro se as crianças foram libertadas por meio de negociações, pagamento de resgate ou uma operação de segurança.

O porta-voz da Associação Cristã da Nigéria (CAN, na sigla em inglês) no estado de Níger, Daniel Atori, disse que autoridades confirmaram o resgate dos estudantes da instituição de ensino, chamada St. Mary’s.
Homens armados sequestraram 315 estudantes e professores —no mais recente de uma série de ataques a colégios que obrigou alguns estados do norte a fecharem temporariamente instituições de ensino. Cerca de 50 crianças escaparam horas após o ataque, mas até esta segunda-feira não havia notícias sobre os demais.
Os cem estudantes resgatados devem chegar ainda nesta segunda a Minna, capital do estado de Níger, para serem entregues a representantes da igreja e da escola. Algumas das crianças sequestradas tinham apenas seis anos.
“Eu só vi a notícia nas redes sociais”, disse Yunusa Kabukaya, cuja filha de 11 anos, Magret, foi levada pelos criminosos. “Ninguém entrou em contato comigo, mas estou desesperado para saber se minha filha está entre os alunos resgatados. Estou na vila de Rafin Tala e vou levar pelo menos sete horas para chegar a Minna.”
O sequestro gerou indignação diante do agravamento da insegurança no norte da Nigéria, onde gangues armadas frequentemente atacam escolas para exigir resgate. Os sequestros aumentaram após integrantes do Boko Haram raptarem 276 meninas em Chibok, em 2014, no episódio mais marcante do tipo para o país africano.
Uma delegação do Congresso dos Estados Unidos estava na Nigéria nesta segunda para se reunir com autoridades governamentais e líderes religiosos, após o presidente Donald Trump ameaçar, no mês passado, ações militares por causa do tratamento de cristãos no país.
Fonte: Folha de SP