PF faz operação contra ataques cibernéticos a deputados federais
Publicado por departamento de Jornalismo Cruzeiro FM 92,3 em 02/12/2025
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (2), uma operação que cumpriu dois mandados de busca e apreensão contra uma organização criminosa suspeita de realizar ataques cibernéticos a deputados federais que manifestaram apoio ao projeto que equipara o aborto, a partir de 22 semanas de gestação, ao crime de homicídio — inclusive em casos de estupro.
O texto, que altera o Código Penal, gerou intensa repercussão no ano passado após ter sua tramitação acelerada. A análise acabou suspensa por decisão do então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).
Segundo a investigação, os suspeitos teriam promovido ataques coordenados que atingiram sites ligados aos deputados Bia Kicis (PL-DF), Alexandre Ramagem (PL-RJ) e Paulo Bilynskyj (PL-SP). As ações causaram instabilidade, períodos fora do ar e prejuízos à comunicação institucional e ao exercício parlamentar.
Os mandados foram cumpridos em São Paulo (SP) e Curitiba (PR), com apoio de autoridades estrangeiras por meio de cooperação jurídica internacional.
Ataques cibernéticos
Durante o debate do projeto, diversos parlamentares relataram ter sido alvo de ataques hacker. Além de Bia Kicis, Ramagem e Bilynskyj, também comunicaram invasões Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Júlia Zanatta (PL-SC), Greyce Elias (Avante-MG) e o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante.
O projeto de lei
Em junho do ano passado, a Câmara aprovou, em apenas 23 segundos, o requerimento de urgência para o projeto que classifica como homicídio o aborto realizado após a 22ª semana de gestação. Com isso, o texto seguiu diretamente ao plenário, sem análise pelas comissões, o que intensificou o debate público.