Cinco anos de Pix consolidam Brasil na liderança dos pagamentos instantâneos
Publicado por departamento de Jornalismo Cruzeiro FM 92,3 em 16/11/2025
Com cinco anos de funcionamento, o Pix se firmou como um dos sistemas de pagamento instantâneo mais bem-sucedidos do mundo, usado por cerca de 140 milhões de pessoas em todo o país. O modelo brasileiro, elogiado por organismos como OCDE e Banco Mundial, já inspira países como a Colômbia e avança para a Ásia em 2026. Segundo especialistas, a adoção massiva alterou a relação do consumidor com dinheiro, cartões e bancos, e colocou o País na vanguarda dessa tecnologia.
O sucesso também abriu caminho para a internacionalização. Empresas privadas ampliam o uso do Pix fora do Brasil, com funcionalidades que já permitem o pagamento em países da América Latina, Europa e Estados Unidos, enquanto o Banco Central defende que a expansão observe regras rígidas de prevenção à lavagem de dinheiro. A expectativa do setor é que soluções baseadas em stablecoins acelerem essa integração.
A popularização do Pix, no entanto, gerou atritos no cenário externo. O governo dos EUA incluiu o sistema brasileiro em um pacote de investigações de práticas comerciais, movimento que especialistas atribuem à pressão de bandeiras de cartões americanas, que perderam espaço no mercado brasileiro. A resposta do governo Lula, com a mensagem “O Pix é nosso, my friend”, reforçou o peso político do instrumento.
Estimativa do Movimento Brasil Competitivo aponta que o sistema já economizou mais de R$ 100 bilhões ao reduzir custos operacionais para empresas e consumidores. Para a consultoria Bain, o Pix deve movimentar R$ 5,4 trilhões em 2026 e seguirá crescendo até 2030, consolidando sua participação em transações entre pessoas e empresas. O economista Paul Krugman chegou a afirmar que o Brasil “inventou o futuro do dinheiro”, diante da velocidade de adoção e do impacto econômico do sistema.