Decisão dos EUA de retomar testes nucleares preocupa comunidade internacional
Publicado por departamento de Jornalismo Cruzeiro FM 92,3 em 01/11/2025
A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retomar os testes com armas nucleares gerou forte preocupação em vários países e reacendeu o debate sobre a corrida armamentista mundial.
Durante uma entrevista coletiva nesta sexta-feira (31), Trump evitou detalhar os planos do governo e limitou-se a dizer:
“Vocês vão descobrir muito em breve”, afirmou o comandante norte-americano.
Mais cedo, o secretário de Guerra, Pete Hegseth, afirmou que o Pentágono já está trabalhando sob orientação direta do presidente para garantir que os EUA mantenham “o arsenal nuclear mais eficiente do mundo.”
O alerta ocorre em um momento de fragilidade dos acordos internacionais que limitam o número de armas nucleares. Dentro de três meses, expira o último tratado vigente entre Estados Unidos e Rússia, e ainda não há definição sobre sua renovação.
Os Estados Unidos não realizam testes nucleares desde 1992, quando o então presidente George H. W. Bush suspendeu oficialmente essas atividades. O gesto simbolizou o fim de uma era iniciada em 1945, com o primeiro teste atômico no deserto do Novo México — experimento que precedeu os bombardeios de Hiroshima e Nagasaki.
Hoje, mais da metade da população mundial vive em países com armas nucleares ou sob alianças que envolvem esse tipo de arsenal. As maiores potências continuam sendo Estados Unidos, Rússia e China, que veem essas armas como símbolo de segurança nacional.
Em meio a um cenário global de tensões crescentes, com guerras na Ucrânia e em Gaza, e a ampliação das ambições chinesas no sudeste asiático, a professora avalia que o mundo já vive uma nova corrida armamentista.
Fonte: g1