Câncer de endométrio: atenção aos sinais e fatores de risco

Publicado por departamento de Jornalismo Cruzeiro FM 92,3 em 27/09/2025

O câncer de endométrio, que afeta o revestimento interno do útero, é um dos tumores ginecológicos mais comuns no Brasil. O INCA estima mais de 7,8 mil novos casos por ano, reforçando a necessidade de conhecer os sintomas e fatores de risco.

O sinal mais frequente é o sangramento vaginal fora do período menstrual ou após a menopausa. Corrimento anormal, desconforto pélvico e dor persistente também merecem atenção médica.

Segundo o oncologista Marcos Rezende, alterações hormonais são os principais fatores de risco, principalmente em casos de obesidade, menopausa tardia, menarca precoce e ausência de gestações. A exposição prolongada ao estrogênio sem equilíbrio da progesterona aumenta o risco, sobretudo após os 50 anos.

Histórico familiar de câncer ginecológico, síndrome dos ovários policísticos e o uso inadequado de terapia hormonal também elevam a probabilidade da doença.

O diagnóstico precoce é decisivo. “Sangramentos irregulares nunca devem ser ignorados, mesmo após a menopausa. Procurar o médico rapidamente pode fazer toda a diferença”, alerta Rezende.

O tratamento varia conforme o estágio: cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou terapias hormonais. Em fases iniciais, as chances de sucesso são altas, reforçando a importância da atenção aos primeiros sinais.

A campanha Setembro em Flor chama a atenção para a prevenção e o autocuidado: ouvir o corpo, manter consultas regulares e buscar atendimento médico diante de qualquer alteração podem salvar vidas.


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