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Junho Vermelho: cada doação pode salvar até 4 vidas

A campanha nacional Junho Vermelho promove a conscientização sobre a doação de sangue em todo o Brasil. No período, geralmente, os estoques dos hemocentros ficam em estado crítico – tendo em vista que as doações diminuem durante o inverno. De janeiro a maio de 2025, 831.518 bolsas de sangue foram coletadas no país. Nos últimos dois anos, houve um aumento de 1,9% no número de coletas – em 2023 foram 3.248.737 e 3.310.025 em 2024, segundo dados do Ministério da Saúde. 

De acordo com o ministério, 1,4% da população brasileira doa sangue – equivalente a 14 pessoas a cada mil habitantes. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a recomendação é que cada país tenha uma população doadora entre 1% e 3%.

A Saúde lançou a campanha “Doe Sangue. Você Pode” no último dia 14 de junho – data em que é celebrado o Dia Mundial do Doador de Sangue. O objetivo da iniciativa é incentivar a doação regular de sangue voluntária.

Gesto silencioso que salva vidas
Doar sangue é um gesto silencioso e solidário que demonstra empatia e senso de coletividade, já que a doação pode salvar vidas. O hematologista do Hospital Palmas Medical, Carlos Alberto Rodrigues, de Palmas (TO), explica que uma única doação pode salvar até 4 vidas. 

O especialista esclarece que o sangue passa por um processo em que seus componentes são divididos em quatro partes – glóbulos vermelhos, plaquetas, plasma e crioprecipitado – as quais são utilizadas em diferentes tipos de tratamentos e emergências. Carlos Alberto explica, ainda, que cada componente possui uma função específica no corpo humano.

“Assim que a doação é feita, a bolsa de sangue passa por um processo de fracionamento, em que o sangue é separado em quatro partes. O concentrado de hemácias, o concentrado de plaquetas, o plasma fresco e o crioprecipitado, que é um concentrado de proteínas. Cada uma dessas partes separadas pode ser direcionada para um paciente, de acordo com sua necessidade”, destaca o hematologista.

Ele reforça que não há um substituto para o sangue, ou seja, a única forma da sua disponibilidade para quem mais precisa é a partir do ato voluntário de doar.

“A doação de sangue é fundamental para garantir o tratamento de muitas pessoas, como nas doenças do sangue, os pacientes que irão realizar grandes cirurgias, as vítimas de acidentes e as que estão em tratamento contra o câncer. Portanto, a doação de sangue é um ato de solidariedade que pode salvar vidas”, reforça  Carlos Alberto.

Quem pode doar sangue?
O hematologista explica que os requisitos para doação de sangue são semelhantes nos hemocentros. Em geral, o doador precisa estar saudável, sentindo-se bem e sem apresentar sintomas de alguma doença – como gripes, resfriados e diarreia.

Cristiane Carvalho
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