Seduc-SP investe R$ 28 milhões em materiais socioemocionais para 544 mil alunos do Fundamental.
Publicado por departamento de Jornalismo Cruzeiro FM 92,3 em 30/04/2025
Todas as 1.400 escolas estaduais de anos iniciais do Ensino Fundamental da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) receberam, neste início de ano letivo, materiais didáticos, jogos de tabuleiro e pelúcias que ficam sob responsabilidade das crianças e compõem as ações pedagógicas para o desenvolvimento de educação emocional e habilidades socioemocionais nas aulas do Projeto de Convivência, componente curricular das turmas de 1º ao 5º ano. O investimento da Educação na compra e distribuição de materiais foi de R$ 28 milhões.
A diretora da Escola Estadual Alfredo Paulino, professora Rosângela de Lima Yarshell, uma das unidades de anos iniciais da Secretaria localizada na zona oeste, afirma que “com este projeto, estamos devolvendo a infância às crianças”. Entre as atividades previstas na disciplina, as crianças precisam levar para suas casas as pelúcias do projeto, que devem acompanhar as lições de casa e serem cuidadas pelas crianças e suas famílias.
“Os novos materiais adquiridos pela Secretaria da Educação e incluídos nas aulas de Projeto de Convivência vêm para complementar o que já trabalhávamos na escola e nos ajudam a devolver às crianças algo que é inerente à infância, a brincadeira junto com o aprendizado, principalmente em um momento de desafio das famílias de reduzir o acesso às telas por elas”, comenta Rosângela.
Toda pelúcia é acompanhada com um caderno de atividades definidas pelas professoras. “Por aqui, depois que uma mãe fez uma roupinha de crochê e colocou no desenho do caderno, as outras famílias começaram a participar ainda mais ativamente das tarefas propostas. Percebemos uma retomada da parceria entre pais e filhos na hora da lição de casa”, complementa a diretora.
Márcia Medeiros Sousa, mãe da aluna Catharina de Sousa Saturnino, diz que a filha é apaixonada pela pelúcia Fernanda e, quando ela foi para a casa delas, a filha levou a pelúcia até ao balé. “Ela percebeu que uma parte da pelúcia estava se soltando, pediu ao avô que a costurasse e ainda aprendeu um ponto de costura invisível. Temos uma memória incrível desse momento”, conta a mãe da estudante.