Estado de São Paulo tem 36 hospitais de campanha em funcionamento

Publicado por departamento de Jornalismo Cruzeiro FM 92,3 em 12/12/2020

Dos 65 hospitais de campanha abertos no estado de São Paulo durante a pandemia da Covid-19, 36 ainda funcionam, informou a regional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems-SP).

Desde o começo da pandemia, seis hospitais foram postos em atividade pela gestão estadual e os demais, por prefeituras.

No total, 29 unidades montadas apenas para atender às internações de pacientes com a Covid-19 já foram desativadas, inclusive o de Sorocaba que foi montado em maio na Arena Multiúso e fechado no início de outubro. Foram atendidos 480 pacientes, sendo 323 altas, 153 transferências e 4 óbitos.

Em algumas localidades foram instaladas mais de uma unidade, com administração de mais de uma esfera de governo.

Em Campinas, por exemplo, foram inaugurados três hospitais de campanha, sendo dois de gestão municipal e um de coordenação estadual.

No município, um dos hospitais, que resultou da adaptação da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Carlos Lourenço, funcionou exclusivamente para internação de pacientes com Covid-19 no período de 18 de junho a 30 de agosto, sendo desativada em setembro.

Auditoria

De acordo com o Tribunal de Contas de São Paulo (TCE-SP), que realizou uma auditoria para fiscalizar a alocação de recursos durante a crise sanitária, de março a agosto, foram implementados 56 hospitais de campanha para atender o estado. Até o fim de outubro, quando o relatório foi encerrado, foram aplicados R$ 412,8 milhões na manutenção dos hospitais.

Juntas, as unidades analisadas pelo TCE-SP abrigaram 368 leitos de unidade de terapia intensiva (UTII), 1.427 leitos hospitalares de especialidades e 941 de observação.

Ao divulgar o relatório, o tribunal soltou nota na qual demonstra preocupação com a alta dos índices da doença no estado.

No dia 30 de novembro, um dia após o segundo turno das eleições municipais, o governado estadual anunciou o recuo de todas as regiões do estado a uma fase mais restritiva no Plano São Paulo. Conforme explicado na ocasião, a regressão à Fase Amarela vale até 4 de janeiro e implica, entre outras medidas, a retomada de restrições ao horário de funcionamento de estabelecimentos comerciais.

Com informações da Agência Brasil

Edição – Alessandra Santos


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