Editorial: Uma vida dourada 04/09/2020

Publicado por departamento de Jornalismo Cruzeiro FM 92,3 em 04/09/2020

O mês de setembro é o mais colorido do ano.

Conhecido pelas diversas campanhas, o mês de setembro surge em cores para identificar os temas de cada uma delas.

Considerado um período do ano mais propício à conscientização das pessoas em relação a uma série de doenças, setembro se torna mais importante ainda por conta do câncer infantojuvenil.

Há, por exemplo, o Setembro Vermelho, que trata das questões referentes à prevenção das doenças cardiovasculares.

Tem, também, o Setembro Verde, que cuida da campanha da necessidade de doação de órgãos e tecidos e, ainda, o Setembro Amarelo, que traz para a discussão pública a questão do suicídio.

Mas dentro desse leque de cores do ano, o mês de setembro surge com uma cor muito importante: o Setembro Dourado.

Trata-se de um movimento nacional com a finalidade de alertar os pais sobre o câncer infantojuvenil.

Nesta semana, no Jornal da Cruzeiro, o médico rádio-oncologista da Nucleon Radioterapia, Fernando Ladeia, falou sobre a importância do diagnóstico precoce.

Segundo ele, este é o primeiro passo para evitar que a doença se desenvolva.

De acordo com o especialista, que tem vasta experiência no período em que atuou no Graac (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer) em São Paulo, a ideia do Setembro Dourado é ampliar o debate sobre o assunto e chamar a atenção para o diagnóstico precoce da doença.

Com essa providência, aumentam-se as chances de cura em até 70%.

Além disso, quando diagnosticada em fase inicial, é possível um tratamento menos agressivo, preservando a qualidade de vida dos pacientes.

Conforme dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer), o câncer infantil representa a primeira causa de morte em crianças e adolescentes de 1 a 18 anos.

Felizmente, o número de cânceres infantojuvenis é muito menor que outros.

Para este ano, no Brasil, especialistas esperam um número de casos em torno de 8.500.

Isto, pelo prognóstico do médico, significa um valor bem abaixo se comparado aos cânceres enfrentados por adultos, como, por exemplo, tumores de mama e de próstata.

Um desafio para esse tipo de diagnóstico de câncer é reconhecer os sintomas na criança, pois muitos são parecidos com outras doenças, por isso, a importância do acompanhamento de um pediatra.

Dessa forma, os pais e profissionais de saúde têm um papel importante para esse diagnóstico.

Felizmente, em São Paulo, existem grandes centros de tratamento do câncer infantil, com profissionais muito bem preparados para o enfrentamento dessa doença.

Um exemplo citado pelo médico é o do Gpaci (Grupo de Pesquisa e Assistência ao Câncer Infantil), fundado em 25 de junho de 1983, em Sorocaba, e que realiza um trabalho de excelência na área.

Entre os sintomas citados pelo médico estão palidez, hematomas e sangramentos; caroços e inchaços, especialmente indolores e febre sem uma razão específica.

A chamada dor de ossos por causa do crescimento é outro sintoma, mas não por conta do desenvolvimento natural das pessoas, e sim em razão de um possível quadro cancerígeno.

Diante das altas chances de cura do câncer infantojuvenil, o médico apela para que os pais fiquem atentos e que procurem o pediatra sempre que necessário.

O poder público também está atento e apoia as campanhas.

Contudo, faz-se necessário que os governos invistam cada vez mais nessas iniciativas, a fim de que se possa garantir, para as próximas gerações, um lugar melhor para se viver.

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