Trio do atletismo é finalista do Atleta da Galera do Prêmio Paralímpicos 2017

Publicado por departamento de Jornalismo Cruzeiro FM 92,3 em 29/11/2017

Novidade do Prêmio Paralímpico 2017, o Atleta da Galera vai premiar um representante do atletismo. O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) anunciou nesta segunda-feira os três candidatos mais votados pelo público para concorrer ao novo prêmio, e o trio é do atletismo.
André Rocha (atual campeão mundial do lançamento do disco F52), Brendow Christian (recordista das Américas no lançamento do dardo F12) e Verônica Hipólito (prata nos 100m e bronze nos 400m T38 da Olimpíada do Rio) são os finalistas do Atleta da Galera – clique aqui e vote.
A cerimônia do Prêmio Paralímpico vai ser realizada na próxima segunda-feira, às 19h30 (de Brasília), na Sala São Paulo.
Os finalistas:
André Rocha
Data e local de nascimento: 15/4/1977, Taubaté(SP)
Classe: F52 (limitação motora nos membros inferiores)
Provas: lançamento do disco e arremesso do peso
Principais títulos: Jogos Parapan-Americanos: prata no arremesso de peso em Toronto (Canadá), em 2015. Ouro no lançamento de disco no Mundial de Londres 2017. Recordista mundial no lançamento de disco classe F52.
História: Andre era policial militar e, em uma perseguição no final de 2005, caiu de um muro e sofreu uma lesão na coluna. Sempre praticou esporte -jogava basquete -e quis voltar assim que superou a depressão pós-acidente. Em 2013, conheceu um programa de esporte da prefeitura e iniciou no atletismo. Em abril deste ano, por causa de um agravamento da lesão na coluna, mudou de classe de F54 para F52.
Brendow Christian de Souza Moura
Data e local de nascimento: 25/05/1995, Manaus (AM)
Classe: F12 (deficiente visual)
Provas: Lançamento de dardo
História: Nascido em Manaus, Brendow Christian, 22 anos, sempre teve o sonho de ser atleta. O futebol foi o primeiro esporte escolhido. Seu percurso, no entanto, foi alterado quando sua visão começou a apresentar problemas. Na adolescência foi diagnosticado com ceratocone, uma doença de origem genética, que causa má formação na córnea e faz com que o paciente perca aos poucos a amplitude da visão. O atletismo surgiu meio por acaso. Um treinador da equipe amazonense de lançamento de dardo percebeu potencial no atleta e o chamou para treinar. Com os treinos, vieram as vitórias, os títulos e o reconhecimento. O bom desempenho lhe garantiu uma vaga na equipe paralímpica do SESI de São Paulo, em 2016. Atualmente o atleta é o Recordista das Américas na prova de lançamento de dardo F12.
Verônica Silva Hipólito
Data e local de nascimento: 04/06/1996, São Bernardo do Campo (SP)
Classe: T38 (atletas com paralisia cerebral)
Provas: 100m, 200m, 400m e salto em distância.
Principais títulos: Prata nos 100m e bronze nos 400m nos Jogos Paralímpicos do Rio 2016. Ouro nos 200m e prata nos 100m no Mundial de Atletismo de Lyon 2013 (França). Ouro nos 100m, 200m e 400m e prata no salto em distância nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto 2015 (Canadá).
História: Verônica Hipólito começou no esporte como atleta olímpica do atletismo. Após ser diagnosticada com um tumor na cabeça e sofrer um AVC, a paixão pelo atletismo fez Verônica migrar para o desporto adaptado. Rapidamente a atleta começou a colecionar medalhas e é, hoje, recordista das Américas nos 100m, 200m, 400m e salto em distância. Em sua estreia em Jogos Paralímpicos, conquistou duas medalhas, sendo uma de prata nos 200m T38 e bronze nos 400m T38.

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