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Trump irá enviar uma delegação até o Paquistão para negociar com Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que uma delegação americana chegará ao Paquistão nesta segunda-feira (20) para uma nova rodada de negociações com o Irã.

Em publicação na rede social Truth Social, Trump acusou o governo iraniano de promover uma “violação total” do cessar-fogo e ameaçou realizar novos ataques caso não haja acordo entre os países.

Segundo o presidente, os Estados Unidos apresentaram uma proposta considerada “justa e razoável” e aguardam uma resposta de Teerã. Ele afirmou ainda que, se o acordo não for aceito, o país poderá atingir infraestruturas estratégicas iranianas, como usinas de energia e pontes.

O governo do Irã, por sua vez, ainda não confirmou se enviará representantes às negociações em Islamabad, informou a agência estatal Tasnim.

De acordo com Trump, os enviados americanos devem chegar à capital paquistanesa na noite desta segunda-feira, embora a data de início das conversas não tenha sido divulgada. Segundo a agência Reuters, citando um integrante da Casa Branca, a comitiva deve contar com o vice-presidente JD Vance, o enviado especial para o Oriente Médio Steve Witkoff e o assessor sênior Jared Kushner.

Tensões no Estreito de Ormuz

As tensões voltaram a crescer na região do Estreito de Ormuz neste sábado (18), após o Irã recuar da decisão de manter aberta a passagem para navios petroleiros, anunciada um dia antes durante uma breve trégua.

Navios que tentaram atravessar o estreito relataram ataques, segundo autoridades americanas. Trump afirmou que a ação representa uma quebra do cessar-fogo firmado anteriormente.

A trégua durou menos de 24 horas. Desde o início do conflito, em fevereiro, o Irã vinha restringindo a circulação de embarcações estrangeiras na região, considerada estratégica para o comércio mundial de petróleo.

O fechamento do Estreito de Ormuz gera preocupação no mercado internacional, já que cerca de 20% do petróleo transportado no mundo passa pela rota. Qualquer restrição costuma impactar imediatamente os preços da commodity, os seguros marítimos e as cadeias globais de abastecimento.

Como resposta, os Estados Unidos iniciaram um bloqueio naval no Golfo de Omã e no Mar Arábico, interrompendo também o fluxo de navios iranianos.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, afirmou que o país não permitirá a passagem de embarcações estrangeiras enquanto estiver impedido de utilizar a rota. Autoridades iranianas classificam o bloqueio americano como uma violação do cessar-fogo e defendem a cobrança de taxas relacionadas à segurança e à operação do estreito — medida que Trump chamou de “chantagem”.

Vinicius Lara
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