O governo dos Estados Unidos deve anunciar, ainda nesta quinta-feira (24), uma nova rodada de tarifas sobre produtos importados de cerca de 60 países, incluindo o Brasil. A informação foi confirmada pela secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, que afirmou que o representante comercial americano, Jamieson Greer, fará o anúncio antes do encerramento da vigência da tarifa global de 10%, previsto para sexta-feira (25).
A expectativa é de que seja aplicada uma sobretaxa de 12,5% sobre produtos dos países atingidos. A medida é resultado de uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
Segundo o relatório, a apuração concluiu que a importação de produtos fabricados com trabalho forçado prejudica empresas que cumprem padrões trabalhistas e contribui para a manutenção de práticas de escravidão moderna ao favorecer mercadorias produzidas a custos artificialmente baixos.
No caso do Brasil, o documento reconhece que o país mantém compromissos internacionais de combate ao trabalho escravo, mas afirma que não existem mecanismos considerados eficazes pelos Estados Unidos para impedir a importação de produtos fabricados nessas condições em outros países.
O relatório cita a Lista Suja do Trabalho Escravo, atualizada semestralmente pelo governo federal, mas destaca que a investigação teve como foco a ausência de medidas para barrar a entrada, no mercado brasileiro, de mercadorias produzidas com trabalho forçado no exterior.
O governo brasileiro já trabalha com a possibilidade de aplicação da nova tarifa e acompanha as negociações com representantes dos setores que podem ser afetados.
Contém informações de G1.