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Gastos online dos brasileiros devem crescer 104% até 2036, diz estudo

O valor que os brasileiros gastam online deve crescer 104% até 2036, segundo estudo do EBANX em parceria com a World Data Lab. A estimativa ultrapassa a média de crescimento dos gastos totais, de 66% incluindo compras realizadas de forma física e digital.

De acordo com os dados, os brasileiros já destinam 11,5% dos gastos em compras no ecommerce, mais do que consumidores em países como Estados Unidos (9,1%), Holanda (9%), França (6,9%), Alemanha (6,4%) e Itália (5,4%). Em dez anos, o número no Brasil deve chegar a 15,2%.

No Brasil, a classe média baixa é o grupo socioeconômico que mais contribui para o gasto online total do país, representando 34% do valor total dispensado na internet. Em seguida, vem a classe média (25%), seguida pelas classes alta e média alta (25% e 12%).

Olhando para as faixas etárias, o estudo aponta que o grupo de 45 a 65 anos lidera a participação nas despesas virtuais, respondendo a 29% do total. O grupo de 65 anos ou mais terá o maior crescimento na próxima década: em 2036, 19% do gasto online total virá desse grupo —hoje, são 14%.

A aceleração do mercado digital também aparece em outros países emergentes, como Índia, Indonésia e Nigéria —o crescimento do e-commerce é maior em países desse perfil, em comparação a mercados mais desenvolvidos.

Para os pesquisadores, o movimento brasileiro pode ser atribuído ao aumento do acesso à internet por meio de dispositivos móveis, à maior densidade dos mercados urbanos e aos avanços na inclusão financeira e digital nos anos recentes.

“Os dados mostram que o consumo online em economias emergentes funciona de maneira estruturalmente diferente em relação aos mercados desenvolvidos, o que impacta a estratégia de grandes empresas do e-commerce que desejam acessar os novos consumidores digitais”, explica Estelita Hass, líder de Inteligência de Mercado do EBANX.

Em 2025, a Tik Tok Shop chegou ao Brasil, permitindo que usuários adquiram itens divulgados por criadores de conteúdo na rede social. A aterrissagem do e-commerce no país acirrou mais a concorrência no setor, dominado pelo Mercado Livre —Shopee e Amazon são outros concorrentes importantes.

(Folha de SP)

Cibelle Freitas
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