Destaque

Denúncia do Ministério Público Federal cita uso de verba da saúde para despesas pessoais atribuídas a Rodrigo Manga

A Operação Copia e Cola, deflagrada pela Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público Federal, aponta que recursos desviados da área da saúde teriam sido utilizados para custear despesas pessoais do prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga.

O documento da denúncia, com mais de 370 páginas, foi obtido pelo jornalismo da Cruzeiro FM. De acordo com o MPF, a investigação identificou a existência de um esquema financeiro paralelo que funcionava como uma espécie de “caixa pessoal” do prefeito.

Segundo a denúncia, contas domésticas, despesas familiares e até gastos considerados de luxo não eram pagos diretamente por Rodrigo Manga, mas quitados por terceiros, em uma tentativa de ocultar a origem dos recursos. O mecanismo, conforme o MPF, era operado principalmente por pessoas próximas ao prefeito, que assumiam o pagamento de boletos e cobranças em nome dele.

Para evitar alertas de órgãos de controle financeiro, como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), os valores eram pagos de forma fracionada ou em dinheiro vivo, prática conhecida como “smurfing”.

A análise de celulares apreendidos pela Polícia Federal revelou comprovantes de pagamento de despesas estritamente pessoais do prefeito, como taxas de condomínio do imóvel onde a família reside e mensalidades de clubes associativos de alto padrão. A denúncia também aponta o custeio de despesas educacionais, incluindo mensalidades da faculdade da filha do prefeito.

Outro ponto destacado pelos investigadores envolve gastos com lazer e bens de luxo. Mensagens de WhatsApp interceptadas pela PF mostram cobranças relacionadas à manutenção de cavalos em um haras da região. Os animais, identificados como “Princesa”, “Sheerra” e “Pampinha”, teriam tido as despesas pagas por terceiros ligados ao esquema.

Para o MPF, não há registros de reembolso por parte de Rodrigo Manga, o que reforça a tese de que os custos eram bancados diretamente com recursos desviados. A investigação também indica que o prefeito tinha conhecimento direto sobre quem realizava os pagamentos.

Em uma conversa interceptada em 2024, segundo a denúncia, Rodrigo Manga envia uma chave Pix e solicita o pagamento imediato de uma conta. Para os investigadores, o diálogo demonstra participação ativa na operacionalização do esquema financeiro.

As provas reunidas incluem mensagens, comprovantes bancários e registros organizados pelos operadores do esquema, descritos pelo MPF como uma espécie de “contabilidade do crime”. Para a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, o material comprova que recursos públicos destinados à saúde foram desviados para sustentar despesas pessoais do prefeito e de seu núcleo familiar.

Castor
Compartilhar

Notícias recentes

Vigilância Sanitária interdita açougue no Éden 

A Vigilância Sanitária de Sorocaba realizou a interdição de um açougue no bairro Éden, na…

10 horas atrás

Santa Casa de Sorocaba inaugura 50 leitos revitalizados de UTI

A Santa Casa de Misericórdia de Sorocaba inaugurou na tarde desta quinta-feira (23), a revitalização…

10 horas atrás

Secretária pede exoneração e Secretaria de Educação tem terceira mudança no Governo Weber Manga

A Secretaria de Educação de Votorantim passou por mais uma mudança no comando. A então…

12 horas atrás

Justiça libera R$ 2,8 bilhões para pagar atrasados do INSS

O CJF (Conselho da Justiça Federal) liberou R$ 2,8 bilhões para pagar atrasados do INSS (Instituto Nacional do Seguro…

13 horas atrás

Ministério da Saúde alerta para risco de casos de sarampo após Copa

O Ministério da Saúde emitiu alerta sobre o risco iminente de reintrodução e disseminação do…

14 horas atrás

Padre Flávio fala de inauguração de obras na Santa Casa e alerta sobre a importância das vacinas

https://youtu.be/mAoyZYgDGGg O padre Flávio Jorge Miguel Júnior, presidente da Santa Casa de Misericórdia de Sorocaba,…

14 horas atrás