Nesta sexta-feira, 6 de fevereiro, completa-se o período de três meses do afastamento do prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga, do Partido Republicanos. O prefeito foi retirado do cargo em 6 de novembro de 2025 por determinação da Justiça Federal, durante a deflagração da operação “Copia e Cola”, conduzida pela Polícia Federal.
Segundo o rito processual estabelecido até o momento, o prazo inicial da medida cautelar é de 180 dias. Pela previsão técnica, Rodrigo Manga poderia retornar ao comando da prefeitura no dia 6 de maio de 2026.
No entanto, o cenário jurídico permite variações. A Justiça Federal tem a prerrogativa de solicitar a prorrogação do afastamento por mais 180 dias caso entenda que a continuidade das investigações ou a instrução do processo exijam a manutenção do prefeito fora do cargo. Se confirmada, a medida poderia se estender até novembro de 2026.
Enquanto isso, a defesa do prefeito tem buscado recursos junto às instâncias superiores na tentativa de antecipar o retorno ao mandato. A Polícia Federal, por sua vez, mantém os trabalhos de apuração relacionados à operação.
Sorocaba segue sendo administrada de forma interina, aguardando as próximas decisões do Poder Judiciário sobre a manutenção ou o encerramento do prazo de 180 dias.
A defesa de Rodrigo Manga nega qualquer participação em atos ilícitos e afirma que a operação não apresenta provas concretas contra o prefeito, classificando a medida como uma “perseguição política”.
Operação Copia e Cola
A Operação Copia e Cola, deflagrada pela Polícia Federal (PF), investiga um suposto esquema de corrupção na Prefeitura de Sorocaba (SP) envolvendo contratos públicos, lavagem de dinheiro e pagamento de propinas.
O prefeito Rodrigo Manga (Republicanos), conhecido como “prefeito tiktoker”, foi afastado do cargo em 6 de novembro por decisão da Justiça Federal e segue fora da função até abril de 2026, após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negar um pedido de habeas corpus.
Os documentos detalham a participação de secretários e servidores do alto escalão da administração municipal, que, supostamente, teriam recebido propina e contratos fictícios para lavar dinheiro, além de apontar estratégias usadas pelo prefeito afastado e sua esposa para monetizar conteúdos sobre a operação nas redes sociais.
A PF também reforçou que o cunhado de Manga, Josivaldo Batista de Souza, preso na segunda fase da operação, seria o operador financeiro do esquema.
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