O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido artisticamente como Oruam, não deve se apresentar à Justiça nos próximos dias após a decretação de um novo pedido de prisão. A informação foi confirmada pela defesa do artista, depois da revogação das medidas cautelares que substituíam a prisão preventiva.
A decisão foi tomada pelo ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que rejeitou um habeas corpus em favor do músico. Com isso, deixou de valer a liminar que permitia o cumprimento de medidas alternativas, como o uso de tornozeleira eletrônica.
Na terça-feira, agentes da Polícia Civil cumpriram mandados de busca em endereços ligados a Oruam, mas ele não foi localizado e passou a ser considerado foragido pelas autoridades.
No processo, foram apontados diversos descumprimentos das condições impostas pela Justiça, incluindo falhas no monitoramento eletrônico e registros de deslocamentos durante a madrugada, período em que o rapper deveria permanecer em recolhimento domiciliar. Relatórios também registraram longos intervalos sem qualquer sinal emitido pela tornozeleira.
A defesa afirmou que os problemas teriam ocorrido devido a uma falha técnica no equipamento, alegando que a tornozeleira não estava carregando adequadamente. No entanto, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária informou à Justiça que o dispositivo apresentava funcionamento regular e não havia indícios de defeito.
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