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Delegados de SP enviam carta ao governador cobrando valorização salarial

Delegados e delegadas da Polícia Civil de São Paulo enviaram uma carta aberta ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), comunicando insatisfação e cobrando reajuste salarial. No documento, os servidores afirmam que a bandeira da “valorização policial”, utilizada como promessa central de gestão, “hoje trêmula a meio mastro”.

“O que se sente nas delegacias não é o reconhecimento prometido, mas uma insatisfação generalizada. A confiança inicial deu lugar a ceticismo amargo, alimentado pela defasagem salarial e pelo peso de uma responsabilidade que não encontra eco no contracheque.”

Os delegados argumentam que a situação exige medidas concretas e urgentes, lembrando que a valorização profissional é essencial para manter a motivação e a capacidade de atuação da Polícia Civil nas delegacias.

“Não aceitaremos que a segurança pública seja tratada como peça de marketing de última hora, em total descompasso com a realidade vivenciada nas ruas e nas delegacias. A valorização de quem arrisca a vida para proteger a sociedade paulista exige atitude imediata e envio urgente do projeto de lei à Assembleia Legislativa”, diz a carta.

Os dirigentes escreveram ainda que “o tempo é agora o maior adversário”: “A legislação brasileira não perdoa a hesitação. Estamos em um ano eleitoral, e as janelas democráticas para a correção de injustiças históricas estão se fechando: restam poucos dias para que um projeto de reajuste real e linear seja aprovado. A partir de 5 de abril, a legislação eleitoral impede qualquer aumento que supere a inflação.”

O documento indica que o cumprimento das promessas de gestão é essencial para evitar impactos negativos na segurança pública e na confiança dos profissionais da categoria.

“Os dirigentes da Polícia Civil paulista não exigem apenas o cumprimento da lei; exigem, sobretudo, o cumprimento da palavra empenhada. Um Estado já marcado por inúmeras crises na segurança pública não pode, sob nenhuma hipótese, impulsionar uma revolta justa e generalizada de suas forças de segurança.”

De acordo com o documento, atrasos na implementação de medidas podem afetar a capacidade de resposta da Polícia Civil e a estabilidade da segurança pública no Estado.

“Governador, a hora é agora: honrar a palavra ou assumir o legado da mentira?”

A carta é assinada por André Santos Pereira, presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (ADPESP).

(Metrópoles)

Cibelle Freitas
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