Obras de parque aquático em Sorocaba estão paralisadas há dois anos por falta de licença ambiental

Obras de parque aquático em Sorocaba estão paralisadas há dois anos por falta de licença ambiental/ Foto: Reprodução

Projetado para ser um dos maiores parques aquáticos do Brasil, o Acqua Thermas Park, em Sorocaba, está com as obras suspensas há cerca de dois anos por falta de licenciamento ambiental. O empreendimento, anunciado em 2023 com previsão de entrega em 2025, ocupa uma área de aproximadamente 120 mil metros quadrados no bairro Brigadeiro Tobias.

Até o momento, apenas serviços de terraplanagem foram executados no local. O projeto prevê atrações de grande porte, como praia artificial, piscinas aquecidas e um toboágua de cerca de 60 metros de altura, além de resort, estacionamento para 1,2 mil veículos e expectativa de receber até 150 mil visitantes por mês.

De acordo com o Grupo Thermas, responsável pelo empreendimento, as obras físicas não avançaram porque a empresa optou por aguardar a conclusão das etapas regulatórias e ambientais. O grupo informa que o pedido de licença prévia está em análise técnica na Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

A Cetesb confirmou que o processo está em andamento, mas aguarda o envio de informações complementares por parte do empreendedor para dar continuidade à análise do licenciamento ambiental.

O Ministério Público do Estado de São Paulo moveu duas ações civis públicas que resultaram na paralisação do projeto ainda na fase inicial. Na esfera ambiental, o MP aponta a ausência de licença prévia e possíveis danos ao meio ambiente, incluindo supressão de vegetação. A ação pede a reparação dos prejuízos ambientais.

Outro ponto levantado pelo MP é a localização do empreendimento em uma região considerada de escassez hídrica em nível crítico. Segundo a promotoria regional de Sorocaba, o projeto demandaria grande volume de água em uma área que já enfrenta dificuldades, inclusive para abastecimento público.

Em uma segunda ação, na área de defesa do consumidor, o Ministério Público questiona a venda de títulos do empreendimento, alegando que o alvará foi concedido por autoridade municipal, enquanto o licenciamento ambiental é de competência estadual.

Em nota, o Grupo Thermas afirma que o parque segue nos planos de expansão da empresa e que todas as exigências legais vêm sendo cumpridas. A empresa também esclarece que os títulos vendidos garantem acesso ao parque matriz e a unidades parceiras, sem vínculo exclusivo com o projeto de Sorocaba.

A Prefeitura de Sorocaba informou que suspendeu o alvará concedido após decisão liminar da Justiça e que aguarda manifestação da Cetesb para dar andamento à eventual emissão de um novo alvará.

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