O procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Antonio José Campos Moreira, afirmou que o enfrentamento ao crime organizado exige ações nacionais e políticas de Estado, e não apenas de governo, na área de segurança pública. A fala foi feita nesta sexta-feira, durante o Congresso Nacional do Ministério Público, em Brasília.
Moreira destacou que o país vive um cenário grave, marcado pelo enorme volume financeiro movimentado por organizações criminosas e, no caso do Rio, pelo poder bélico das facções, que já operam com estruturas semelhantes às de exércitos. Para ele, o Estado precisa oferecer uma resposta consistente, sob risco de perder legitimidade.
O procurador reforçou que o Ministério Público deve atuar de forma coordenada, com estrutura adequada e integração entre os órgãos de execução, evitando ações isoladas. Segundo ele, o crime organizado foi historicamente subestimado e hoje tem capacidade de influenciar a economia formal, devido ao alto poder corruptor.
Moreira defendeu que o MP siga atuando com prudência, equilíbrio e independência, sem abrir espaço para radicalismos. E criticou tanto discursos que defendem um processo penal mínimo quanto propostas que querem extinguir o direito penal.
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