A COP30 entra no segmento de alto nível com a chegada de cerca de 160 ministros a Belém, etapa em que as decisões políticas precisam avançar até sexta-feira. A primeira semana foi marcada por negociações intensas e instáveis, descritas pela chefe da delegação brasileira, Liliam Chagas, como uma “montanha-russa”.
Mesmo com impasses, houve avanços em temas centrais, como a transição justa e os parâmetros de adaptação às mudanças climáticas, prioridades da presidência brasileira.
A maior resistência vem de países africanos, que querem adiar a definição dessas métricas até a COP32, na Etiópia, temendo indicadores inviáveis e falta de financiamento. Observadores alertam que postergar demais pode travar o processo. Ao mesmo tempo, cresce o foco na implementação das promessas climáticas e na integração entre clima e biodiversidade, aproximando a conferência das necessidades reais de povos indígenas, comunidades locais e populações dependentes de ecossistemas frágeis.
O avanço dessas agendas, porém, esbarra no tema mais sensível: financiamento climático. Países desenvolvidos ainda não destravaram recursos para nações em desenvolvimento. Paralelamente, a proposta brasileira de discutir a redução da dependência de combustíveis fósseis enfrenta forte resistência dos grandes produtores de petróleo, liderados pela Arábia Saudita.
A própria pauta de negociação continua travada, com países ainda sem consenso sobre a inclusão de subtemas ligados a metas climáticas, transparência e regras comerciais ambientais.
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