O filho mais velho de Jair Bolsonaro, o deputado estadual, Flávio Bolsonaro, concede entrevista aos jornalistas.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou no domingo (7), durante ato bolsonarista em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) “vão entregar a cabeça de Alexandre de Moraes em uma bandeja para o povo brasileiro”. Segundo ele, os próprios magistrados “sabem que Moraes foi longe demais”, que o ex-presidente Jair Bolsonaro é “inocente” e que “não houve tentativa de golpe” no País.
A declaração ocorre às vésperas da reta final do julgamento que pode condenar Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. O relator da ação penal é justamente o ministro Alexandre de Moraes, principal alvo dos ataques no ato desse domingo.
“Os outros ministros do Supremo, que acredito que sejam pessoas normais, vão largar a mão de Alexandre de Moraes. O próprio Supremo vai dar a cabeça de Alexandre de Moraes na bandeja para o povo brasileiro, porque ele foi longe demais”, afirmou o senador, em discurso de cerca de 15 minutos.
O ato, que começou por volta das 11h, reuniu apoiadores do ex-presidente, que carregavam faixas com mensagens como “Fora Moraes”, “Anistia já” e “Fim da ditadura do STF”.
Durante sua fala, Flávio também sugeriu que Moraes possui “traços de psicopatia”, afirmando que o ministro “não liga para a própria família” e promove uma “perseguição covarde” contra Bolsonaro.
“Ele quer continuar bancando essa perseguição absurda, para no final dizer que venceu, mas ele não tem razão”, disse o senador.
Flávio Bolsonaro também fez um apelo aos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), para que seja pautado um projeto que conceda anistia penal, cível, administrativa e eleitoral a todos os envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 — incluindo o próprio ex-presidente.
“Não existe meia anistia. Não vamos admitir uma anistia que não atenda também o presidente Bolsonaro. A anistia é sobre fatos, não sobre pessoas”, afirmou, citando casos como o de Débora do Batom, uma das rés do 8 de Janeiro.
Segundo o senador, o projeto deve abranger todos os investigados desde o início do inquérito das fake news, instaurado pelo STF ainda em 2019.
A manifestação de domingo marca mais um capítulo da tensão entre parlamentares ligados ao ex-presidente Bolsonaro e o Supremo Tribunal Federal, especialmente o ministro Alexandre de Moraes, que tem conduzido investigações sensíveis envolvendo ataques à democracia e tentativa de golpe.
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