O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, sinalizou a interlocutores próximos que só deve se decidir sobre nova filiação partidária próximo ao fim do prazo da Justiça Eleitoral, e deve fazê-lo apenas em março. O político desligou-se do PSDB em dezembro do ano passado. Desde então é cortejado por pelo menos três legendas: PSB, PSD e Solidariedade.
Ao manter a questão em banho-maria, Alckmin ganha tempo para observar o cenário pré-eleitoral, com diversas candidaturas pendentes e submetidas à aceitação popular, assim como avalia a viabilidade de acertos regionais.
Também entram na conta do ex-governador a estrutura partidária e as condições para a campanha oferecidas por cada uma das legendas.
Apesar da resistência de alas do PT, Alckmin é cotado para vice numa eventual chapa com o Lula, para a Presidência da República. A questão deve ser tocada, hoje e amanhã, em seminário organizado pela bancada petista da Câmara, e que contará com a participação virtual do ex-presidente.
Um documento no estilo manifesto, elaborado pela cúpula petista, com a participação direta da presidente Gleisi Hoffmann, deve defender a aproximação a adversários no passado.
O manifesto é visto como a principal formalização do aceno petista a Alckmin e aos tucanos que não se alinham ao governador de São Paulo, João Doria. O desafio para a aliança, contudo, está nas próprias hostes petistas, onde o ex-governador encontra dura oposição.
Com informações do Portal R7
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