Jornalismo

Nunca fez tanto sentido celebrar o Dia Mundial de Higiene das Mãos

Pode parecer um exagero criar uma data para exaltar a limpeza das mãos, mas nunca isso fez tanto sentido como neste ano de pandemia de coronavírus. Hoje, 5 de maio, é o Dia Mundial de Higiene das Mãos, data instituída pela Organização Mundial da Saúde para lembrar a importância dessa medida simples para prevenir infecções, incluindo a covid-19.
A campanha da OMS, iniciada em 2005, é voltada aos profissionais de saúde, como enfermeiras e parteiras. Mesmo entre esses profissionais, a situação é grave. Um estudo realizado em 2015 pela OMS e pela Unicef em instituições de saúde de 54 países apontou que 35% delas sequer ofereciam sabão e água para que seus profissionais pudessem lavar as mãos de forma apropriada. E, mesmo onde esse material era disponível, 61% dos profissionais de saúde – em alguns lugares, até 90% – não adotavam as melhores práticas de higienização das mãos. As más condições de higiene fazem com que 15% dos pacientes internados em centros de saúde nos países em desenvolvimento sofram com infecção hospitalar.
O problema não se restringe às instituições de saúde. Segundo a Unicef, cerca de 3,5 milhões de crianças morrem a cada ano por complicações decorrentes de diarreia e infecções respiratórias agudas. Esse número poderia ser reduzido em 25% a 50% com a prática regular de lavar as mãos com água e sabão.
Para conscientizar a população em geral sobre o tema, a Global Handwashing Partnership, uma coalização de entidades públicas e empresas privadas, promove anualmente em 15 de outubro o Dia Mundial de Lavar as Mãos. Fazem parte da coalizão as fabricantes de produtos de higiene P&G, Unilever e Colgate-Palmolive, a Unicef e o Banco Mundial, entre outras organizações.
Embora lavar as mãos pareça algo trivial, ainda é considerado um hábito de luxo em muitas partes do mundo. Em países como a Etiópia, muitas pessoas usam cinzas ou areia para a higiene pessoal, pela dificuldade de obter sabão. No Brasil, cerca de 35 milhões de pessoas, ou 16% da população, não têm acesso a água encanada, o que também dificulta adotar uma das medidas mais simples e importantes de prevenção da covid-19.
Com informações da Revista Exame.

Cibelle Freitas
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