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Seleções enfrentam revistas rigorosas e restrições migratórias nos EUA durante a Copa do Mundo

As primeiras delegações que chegam aos Estados Unidos para compromissos relacionados à Copa do Mundo de 2026 já enfrentam medidas rigorosas de fiscalização adotadas pelo governo do presidente Donald Trump. Casos de revistas detalhadas e até negativa de entrada no país foram registrados nos últimos dias.

Na segunda-feira (8), a seleção de Senegal passou por uma inspeção ainda na pista de pouso do aeroporto internacional de Houston, no Texas. Jogadores e integrantes da delegação foram submetidos a revistas individuais com detectores de metal e inspeção de bagagens antes de terem acesso ao terminal.

Situação semelhante ocorreu com a seleção da Bélgica, que também foi submetida a uma fiscalização rigorosa ao desembarcar em Chicago. Segundo relatos, os atletas passaram por verificações com detectores de metal, incluindo inspeções nos calçados.

Outro episódio envolveu o árbitro Omar Artan, da Somália. Escalado para atuar na Copa do Mundo, ele teve a entrada nos Estados Unidos negada após horas de interrogatório, mesmo possuindo visto válido, de acordo com a federação de futebol de seu país.

Já a seleção do Uzbequistão relatou ter enfrentado uma longa espera após desembarcar em Chicago para um amistoso contra a Holanda. Integrantes da delegação afirmaram que todas as bagagens foram revistadas e que o grupo permaneceu por horas aguardando liberação. O técnico Fabio Cannavaro criticou os procedimentos e afirmou nunca ter passado por situação semelhante.

Enquanto isso, no México, a recepção às seleções teve tom diferente. A equipe da Espanha foi recebida com apresentações musicais, danças e bandeiras ao desembarcar na cidade de Puebla. Em publicação nas redes sociais, a seleção espanhola agradeceu a recepção calorosa dos torcedores mexicanos.

Desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca, os Estados Unidos ampliaram as restrições migratórias. Entre as medidas adotadas está a expansão da lista de países sujeitos a limitações na emissão de vistos, que passou de 19 para 39 nações. Países como Haiti, Irã, Somália, Sudão e Mali estão entre os que enfrentam restrições totais ou parciais para vistos de turismo de curta duração.

Com informações do g1

Vinicius Lara
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