Curitiba foi apontada como a capital com melhor qualidade de vida do Brasil no Índice de Progresso Social (IPS) 2026, divulgado nesta quarta-feira (19). A cidade alcançou 71,29 pontos e liderou o ranking entre as 27 capitais avaliadas. Já Porto Velho, em Rondônia, registrou 58,59 pontos e ficou na última posição do levantamento.
O IPS mede a capacidade dos municípios de atender necessidades básicas da população, garantir bem-estar e ampliar oportunidades. Para isso, considera 57 indicadores sociais e ambientais divididos em três grandes dimensões: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-estar e Oportunidades.
No caso de Curitiba, o desempenho elevado aparece principalmente em indicadores ligados a saneamento, moradia, educação e inclusão social. Segundo o scorecard do IPS, a capital paranaense teve nota 86,26 em Água e Saneamento e 92,42 em Moradia, dois dos melhores resultados da cidade.
Os dados do IBGE ajudam a explicar esse cenário. Curitiba possui cobertura de esgotamento sanitário de 96,91%, além de arborização em mais de 85% das vias públicas. A cidade também registra taxa de escolarização de 98,48% entre crianças de 6 a 14 anos e Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,823, considerado um dos mais altos do país.
Outro destaque da capital paranaense está no acesso ao conhecimento básico. No IPS, Curitiba alcançou nota 81,23 nesse componente, impulsionada por indicadores ligados à evasão escolar, reprovação e desempenho educacional.
Mesmo liderando o ranking nacional, a cidade ainda enfrenta desafios em áreas específicas. O componente de Saúde e Bem-estar recebeu nota 44,07, enquanto Direitos Individuais teve pontuação de 26,36, mostrando fragilidades relacionadas a inclusão, violência e acesso a direitos.
Já Porto Velho apresenta dificuldades principalmente em infraestrutura urbana e serviços básicos. No IPS, a capital de Rondônia registrou nota 35,42 em Água e Saneamento, um dos piores desempenhos do país nesse componente.
Os números do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica) mostram que apenas 21,95% da população possui acesso a esgotamento sanitário adequado. A urbanização das vias públicas é de 21,7%, percentual muito inferior ao registrado em Curitiba.
A cidade também teve desempenho baixo em Segurança Pessoal, com nota 47,19, e em Qualidade do Meio Ambiente, que marcou 43,02 pontos no IPS. Entre os fatores analisados estão homicídios, mortes no trânsito, focos de calor e vulnerabilidade climática.
Na educação, Porto Velho aparece atrás da capital paranaense em indicadores como escolarização e Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). A cidade tem taxa de escolarização de 95,87% entre crianças de 6 a 14 anos e Ideb de 5,4 nos anos iniciais do ensino fundamental.
Apesar do resultado geral mais baixo, Porto Velho apresentou desempenho relativamente melhor no componente Acesso à Educação Superior, com nota 67,23, uma das áreas mais bem avaliadas da capital no IPS.
O levantamento visa mostrar que as diferenças entre as capitais vão além de renda ou tamanho econômico. Segundo a metodologia do IPS Brasil, o índice busca medir a capacidade dos municípios de atender necessidades básicas, garantir bem-estar e ampliar oportunidades para a população. O estudo considera dados públicos relacionados a moradia, educação, saúde, segurança, inclusão social e acesso a direitos.
(CNN Brasil)
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