Às vésperas do prazo de desincompatibilização, que marca a saída de ministros para a disputa do pleito de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a saída de 18 nomes dos cargos de chefia das pastas. Segundo o petista, até o momento, 14 deles já confirmaram a saída e outros 4 devem informar a decisão nos próximos dias.
Um dos casos é o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, que teve a pré-candidatura confirmada como número dois do Executivo.
O calendário eleitoral estabelece que ocupantes de cargos no Executivo que desejam participar do pleito precisam deixar seus postos até este sábado (4).
Mudanças nos ministérios
Até o momento, está confirmado que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deixará o cargo para concorrer ao governo de São Paulo. Também é certa a saída do chefe da Casa Civil, Rui Costa, que deve disputar o Senado pela Bahia.
A expectativa é de que outras mudanças ocorram nos próximos dias, à medida que se aproxima o prazo de desincompatibilização.
Um mapeamento anterior feito pelo próprio governo indicava que mais de 20 ministros eram cotados para deixar os cargos e participar da disputa, o que pode ampliar o alcance da reforma ministerial.
Quem permanece
- O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, deve permanecer no cargo até o fim do mandato.
- O advogado-geral da União, Jorge Messias, foi indicado à vaga no STF (Supremo Tribunal Federal) e deve continuar chefiando a pasta até a sabatina no Senado.
- O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, deve permanecer no cargo.
- O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, permanece no cargo.
Saída confirmada com substituto definido
- O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já deixou o governo e lançou pré-candidatura ao governo de São Paulo. No lugar, assumiu Dario Carnevalli Durigan, ex-secretário-executivo.
- O chefe da Casa Civil, Rui Costa, também se afastará do posto e concorrerá ao Senado pela Bahia. Assume a secretária-executiva Miriam Belchior.
- O ministro da Educação, Camilo Santana, deve ser candidato ao Governo do Ceará e terá como substituto Leonardo Barchini.
- A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, deixou o cargo para tentar se reeleger como deputada federal. No lugar, assume o secretário-executivo, Eloy Terena.
Saída confirmada sem substituto definido
- O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin.
- O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, deve tentar a reeleição ao Senado por Mato Grosso.
- A ministra do Planejamento, Simone Tebet, confirmou a candidatura para concorrer ao Senado por São Paulo.
Podem disputar
- O ministro dos Transportes, Renan Filho, é cotado para disputar o Governo de Alagoas.
- O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, é cotado para disputar o Senado pelo Amapá.
- A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, é cotada para uma disputa ao Senado.
- O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, deve tentar a reeleição ao Senado por Mato Grosso.
- A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, avalia candidatura a deputada federal pelo Rio de Janeiro.
- A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, deve disputar o Senado pelo Paraná.
Podem disputar a Câmara dos Deputados
- O ministro das Cidades, Jader Filho, deve concorrer a deputado federal pelo Pará.
- O ministro da Pesca, André de Paula, pode disputar vaga na Câmara por Pernambuco.
- O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, deve disputar a reeleição como deputado federal por São Paulo.
- A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, deve buscar a reeleição como deputada federal.
- O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, também é cotado para disputar vaga na Câmara por Pernambuco.
- O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, planeja candidatura à reeleição para deputado.
Situações indefinidas
- O ministro do Empreendedorismo, Márcio França, avalia disputar um cargo eletivo em São Paulo.
- O ministro do Esporte, André Fufuca, pode ser candidato ao Senado pelo Maranhão.
- O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, pode concorrer a um cargo por Minas Gerais.
- O ministro da Comunicação Social, Sidônio Palmeira, ainda está discutindo se sairá do cargo para fazer o marketing da campanha de reeleição de Lula.
(Portal R7)